Cantora salva 700 bebês junto a voluntários pró-vida

Zezé Luz lidera a Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família para prestar apoio e evitar que mulheres façam o aborto

293
Waleska Santiago/Diário do Nordeste

A cantora cristã Zezé Luz lidera a Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família, junto a voluntários em todo o Brasil, que se dedicam prestar apoio e evitar que mulheres façam o aborto. Mais de 700 crianças salvas nos últimos 14 anos de atuação. 

 Zezé Luz revela que, após ser estuprada em Campina Grande (PB), realizou um aborto aos 19 anos com 2 meses de gestação e por mais de uma década sofreu as consequências físicas e psicológicas de seu ato. Depois se converteu,se tornou uma defensora da vida e passou a ajudar outras mulheres a não cometerem o mesmo erro.

“Precisava me reconciliar com Deus, com meu filho ou filha, e comigo mesma. A partir daí, eu tomei a decisão de viver em castidade e de ajudar as pessoas. Eu tive consequências físicas e psicológicas por ter feito o aborto. Mas Deus me deu a graça de ter uma outra filha”, conta em entrevista ao Gazeta.

Com a ajuda de inúmeras lideranças pró-vida em todo país nasceu a Rede Nacional a fim de promover a proteção de meninas e mulheres desde o âmbito social ao político com ações de combate ao ativismo pró-aborto.

“Trabalhamos para promover a dignidade da vida – da mulher e do bebê – nas redes de apoio, nos atendimentos às mulheres que querem abortar, nas conversas com os deputados federais e senadores. A gente precisa trabalhar nas bases, nos conselhos, para informar e formar as pessoas para trabalharem contra a cultura da morte e a favor da vida. A população brasileira majoritariamente é contra o aborto,” destaca a cantora.

Ela explica que profissionais qualificados e voluntários fazem parte de uma estrutura de acolhimento para suporte em casos de rejeição familiar e acompanhamento do parto. 

“Nós vamos acolher, ajudar e acompanhar, para que o parto seja seguro. Nos casos das gestantes mais pobres, ajudamos com cestas básicas, enxoval e itens para o bebê. No decorrer da gestação, muitas famílias se reconciliam.Eu não estou com a minha filha nos braços, mas posso dizer que esse trabalho, esse apostolado pró-vida, salvou a minha vida também nesse sentido. É um ato de reparação”, confessa.