Colunistas Teatro, Futebol e STF

Teatro, Futebol e STF

"Com as decisões vergonhosas e atitudes ridículas como o “choro” de Gilmar Mendes sobre o advogado de Luís Inácio (também conhecido como o maior ladrão do mundo – pergunte ao Google), o Supremo Tribunal da Falcatrua, digo, Federal, vem mostrando que cada vez mais o famoso “7 x 1” deixa de ser lembrado como um dos placares mais emblemáticos de derrota para o povo brasileiro", destaca Henrique Gustavo em novo artigo

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Não é só pelos resultados, pelos placares do STF, que está cada vez mais claro que as decisões tomadas pelos imorais Ministros do Supremo são nada menos do que um teatro que define contra o povo brasileiro o que pode ou não ser feito.

Estas “jogadas” de que vez ou outra eles se importam em seguir a Constituição não são novidade.

Veja bem, o teatro é fácil de se entender e muito claro neste vídeo aqui do Relevante News.

Para ilustrar bem esse sentimento, recentemente ouvi o seguinte:

“O que foram os 7 x 1 comparado a esse 8 x 3?”…

Pois é, ele estava se referindo ao resultado das anulações das condenações da Lava Jato contra Luís Inácio (aquele mesmo, o maior ladrão do mundo – repito, pergunte ao Google!).

Essa vergonhosa derrota para o Brasil não é novidade vinda da corja responsável por tais decisões.

Outro “8 x 3” bem interessante e pouco lembrado é o da decisão de que o mandato não é do candidato, mas sim do partido!

Esta decisão diz que caso haja afastamento, ou por exemplo, desligamento do partido, o candidato que ganhou o pleito pelo voto popular não terá o direito de manter o mandato, mas sim o partido ao qual ele estava filiado.

Uma goleada que merece ser bem lembrada para refresco da memória do povo são os 11 x 0 sobre a proibição ao uso de algemas – exceto nos casos que possa gerar riscos à sociedade.

Detalhe é que isto surgiu após um advogado alegar que seu cliente, o réu, teve sua defesa “prejudicada” por passar o julgamento algemado. Fica o adendo que o réu havia sido condenado por tribunal do júri a 13 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado (!!!).
Se este não é um caso de risco à sociedade, fica difícil imaginar o que é.

Tivemos outro 11 x 0 emblemático neste circo do STF; a prisão do deputado Daniel Silveira.

Veja o que diz a Constituição Federal.

Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

Ou seja, goste ou não do que um deputado fale, ele é protegido pela Constituição com direito de o dizer; porém, não é isso que eles entenderam estar escrito na Constituição… É como dizem: “ a interpretação de texto tem um nível muito baixo no Brasil; resultado de décadas do modelo Paulo Freire…”

Recentemente sofremos outra goleada de 9 x 2 que teve (e ainda tem) certa repercussão.
A decisão de estados e municípios poderem impedir, proibir a realização dos cultos religiosos.

Mais uma vez, tivemos a Constituição em seu artigo 5° ferida.


VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Este tema, já foi explorado e pode ser revisto clicando aqui.

Como pode ser visto no vídeo citado no início do texto, o perigo dessa maioria, ou melhor, quase totalidade que o STF tem de ministros indicados por ex presidentes ligados à esquerda, leva a um teatro de votação que “vende” para nós uma imagem de que eles seriam imparciais, com um ou até cinco votando a favor do povo, mas sabendo que os outros seis terão formada sua maioria.

É interessante voltar no tempo e perceber a mudança na conduta dos ministros do Supremo.
Voltemos a novembro de 2009, por exemplo, no caso do julgamento sobre a liberdade do militante terrorista e comunista condenado à prisão perpétua que estava refugiado no Brasil após entrada com documentos falsos, Cesare Battisti.

À época, este bandido encontrava-se sob a condição de “refugiado político”, e a votação seria para sua extradição para a Itália.

Mesmo ciente de seus quatro homicídios (pelo menos), o STF ficou dividido em 5 x 4 – como não 9 x 0? Essa deveria ser a questão – e permitiu sua extradição.

Aqui está o teatro e a contradição com o governo atual.

Eles votaram pela extradição, ENTRETANTO, decidiram que ficaria a cargo do presidente a decisão final! E o que o maior ladrão da história, o ex presidente Luís Inácio fez? Claro que o esperado por todos que sabem o canalha que ele é: Decidiu pela não extradição e, com isso, mantiveram a imagem de que o STF era um poder que tomava decisões “até” divergentes do presidente, mostrando sua suposta imparcialidade.

Em junho de 2011 ele foi solto, desta vez por 6 x 3, pois segundo o Supremo não caberia a eles contestar um presidente da república.
Mais uma derrota do Brasil por goleada neste teatro….

É curioso como eles respeitavam as decisões presidenciais e “inclusive” a Constituição; bem diferente de decisões como retirar do governo federal e dar a estados e municípios poder para definir regras de isolamento.

Este foi 9 x 0, um verdadeiro passeio em campo.

Quando se olha estas votações, também percebe-se o seguinte; sempre que a decisão impacta em algo que defenda a agenda política de Jair Messias Bolsonaro, o Presidente do Brasil, diferentemente de 2009, sem vergonha nenhuma eles aplicam votações praticamente unânimes, ou quase, como os 11 x 0 para a prisão do Deputado Daniel Silveira – caso queira entender como isto pode ter ligação que venha a prejudicar o presidente, veja aqui – ou então 9 x 2, com o veto aos cultos.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, parece que tem frequentado esta escola teatral, pois nem corado fica ao divergir sobre suas próprias colocações.

Em 08 de abril, ele disse que iria acatar decisão do STF sobre a instalação da CPI do COVID-19, mesmo dizendo que “não era o momento para tal.” – ou seja, obedeceu como alguém que deve algo.

Porém, quando o juiz Charles Renaud Frazão de Moraes, do Distrito Federal, concedeu liminar impedindo que Renan Calheiros assumisse a relatoria da CPI, Pacheco disse que tratava-se de uma questão interna e não acataria tal decisão, pois deve ser observada a independência entre os poderes.

Pois onde estava esta “independência” ao acatar a decisão vinda do STF, senhor Pacheco?

A insensatez de ter Renan Calheiros como relator da CPI que vai investigar as possíveis corrupções com as verbas federais destinadas para o combate ao COVID, ampliando as buscas dos desvios a estados e municípios, se dá pelo fato de que o filho dele, Renan Filho (MDB), é o atual governador de Alagoas.

Para fazer uma comparação, como você acha que a mídia e o STF estariam caso o relator da CPI fosse o senador Flavio Bolsonaro?
Acha mesmo que não estariam fazendo deste teatro, um circo? Que não iam inventar uma nova interpretação constitucional e aplicar outra goleada de 11 x 0 contra o presidente?

O ponto positivo é que, com tantas goleadas sofridas, com as apresentações tragicômicas do STF e, agora, com a participação especial de Rodrigo Pacheco e sua busca por mostrar sensatez onde se vê apenas mais um “rabo preso”, o movimento popular para as gigantes manifestações que se planejam acontecer no dia 01 de maio cresce, o fervor cresce, o apoio ao #EuAutorizoPresidente cresce…

Estejamos preparados!
Deus abençoe o Brasil!

Henrique Gustavo (Colunista) É administrador de empresas e trabalha no setor farmacêutico. Também é hipnoterapeuta e pensador. Nas horas vagas, estuda o setor financeiro, ajuda pessoas com problemas e passa tempo com a família.

Henrique Gustavo
É administrador de empresas e trabalha no setor farmacêutico. Também é hipnoterapeuta e pensador. Nas horas vagas, estuda o setor financeiro, ajuda pessoas com problemas e passa tempo com a família.

1 COMMENT

  1. Excelente comparação. Assim como no futebol as falcatruas acontecem e nos entristecem pois acreditávamos que o placar seria a vitória justa do melhor , do mais PROFISSIONAL, nos enganamos também sobre o STF. Saber que este orgão vota por favor a seus empregadores é de um mau profissionalismo tremendo. Uma vergonha. Parabéns pelo artigo.

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