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Sobre deputados que mal sabem ler e escrever e alíquotas de impostos

"Votamos e elegemos pessoas semi-ignorantes para que elas façam as leis que todos nós, daqui por diante, iremos obedecer", destaca Luiz Henrique Maleski em artigo

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Ano passado quase saí como candidato a vereador aqui em Curitiba. Então, meio que sem querer, acabei encontrando ou conhecendo de vista algumas figuras eleitas ou que fazem parte do meio. É triste de ver. São só bonitos, usam terno e gravata, mas quando se busca falar de algo com mais conteúdo te pedem licença ou te viram as costas mesmo, porque não conhecem nada, não tem cultura geral, mal sabem de geografia, e alguns está praticamente escrito em suas caras que “só querem se dar bem”.

Então é isto. Votamos e elegemos pessoas semi-ignorantes para que elas façam as leis que todos nós, daqui por diante, iremos obedecer. Só que neste caso de alíquotas de imposto há pontos importantes que não vemos logo de início. E é aí que mora o perigo!

Por exemplo, um aumento de impostos de 0,002% proposto por um deputado federal sobre uma empresa com faturamento bruto de 20 milhões por ano, durante 20 anos, resulta em quanto? 0,002%, com este monte de zeros que estamos vendo. Parece nada, mas então neste caso este nada incidiria sobre milhares e milhares de empresas, todos os anos, em todos os estados do país. Se, das quase 20 milhões de empresas ativas que há hoje no Brasil, apenas 3% delas fossem consideradas, isto tudo representaria uma conta total de … … … 4,8 bilhões de reais.

Sério?!?

Pessoas que não sabemos nem se sabem ler e escrever, se elegem vereadores, depois deputados, vão indo, vão indo, e daqui a pouco estão fazendo leis sobre assuntos assim, destes que ninguém presta atenção, como estes zero vírgula zero zero dois por cento.

A conta fica ainda pior: impostos não tem “prazo de validade”. Uma vez aprovados e sua verba destinada para determinado fim, muito dificilmente são extintos. Em palavras chiques se diria que são “ad eternum” ou seja, para sempre.

Luiz Henrique Maleski (Colunista) Nascido em Curitiba, engenheiro civil formado pela UFPR em 1991, atuando com orçamento e planejamento desde 2005, pré-candidato a vereador por Curitiba em 2020. “Acredito e defendo que as pessoas de bem, com qualidades e boas ideias, devem se envolver em política. Porque são as pessoas de bem que podem fazer com que as boas ideias se tornem realidade”.
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