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Rodrigo Maia perdeu uma ótima oportunidade: a de ficar calado

"O Sr. Maia talvez também não tenha conhecimento da "Operação Acolhida", onde o Brasil já empregou mais de US$ 400 milhões em assistência às vítimas do governo Cháves-Maduro, numa louvável ação humanitária, digna do "Nobel da Paz". Trump já doou cerca de US$ 50 milhões para esse programa e seu Secretário de Estado veio anunciar a doação de mais US$ 30 milhões", revela Nelson Fonseca em novo artigo

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, divulgou nota na última sexta-feira (18) criticando a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, à fronteira do Brasil com a Venezuela, nas instalações da Operação Acolhida.

Durante a visita, Mike Pompeo se encontrou com o ministro das relações exteriores Ernesto Araújo, para discutir sobre a imigração e assistência aos refugiados da Venezuela.

Talvez o que tenha “aborrecido” o nosso Presidente da Câmara foi o fato do nosso ilustre visitante ter endurecido o discurso contra o seu “amiguinho” Nicolás Maduro, tratando-o como “narcotraficante e genocida”.

De acordo com Maia, a visita do Secretário de Estado Americano ao Brasil, a apenas 46 dias da eleição presidencial americana, não condiz com a “autonomia” da política externa brasileira. O presidente da Câmara também considerou a passagem de Mike Pompeo uma afronta à tradição da política externa brasileira.

Me explica, o que tem a ver “aquilo com as calças?” 🤔

O que Maia chama de “tradição da nossa política externa”?
Seria enviar dinheiro do povo brasileiro para ditaduras comunistas construírem metrôs, aeroportos e portos?
Seria utilizar o nosso BNDES para “agradar” os amiguinhos do Foro de São Paulo?
Seria compactuar com as atrocidades cometidas pela ditadura venezuelana com seu povo?

Explique melhor, Sr. Rodrigo Maia.

Talvez o Sr. Maia ainda não tenha sido informado que o seu “narcoterrorista predileto” não é mais reconhecido como presidente da Venezuela pelo Brasil e por outros 59 países.

Pode ser que o Sr. Rodrigo Maia não tenha tomado conhecimento do relatório da ONU, de 16 de Setembro de 2020, onde acusa o governo de Nicolás Maduro de CRIMES CONTRA A HUMANIDADE.

Mas não culpo o Sr. Maia pela ignorância e falta de informação, afinal a grande mídia não divulgou essa noticia. O Sr. Bonner omitiu essa informação na pauta do seu JN.

O Sr. Maia talvez também não tenha conhecimento da “Operação Acolhida”, onde o Brasil já empregou mais de US$ 400 milhões em assistência às vítimas do governo Cháves-Maduro, numa louvável ação humanitária, digna do “Nobel da Paz”.

O Sr. Maia talvez desconheça também a nossa parceria com os EUA nesse programa. O Governo de Donald Trump já doou cerca de US$ 50 milhões para esse programa e seu Secretário de Estado veio anunciar a doação de mais US$ 30 milhões.

Em relação à ridícula nota do Sr. Rodrigo Maia, o Itamaraty respondeu o seguinte:

“Não há autonomia e altivez em ignorar o sofrimento do povo venezuelano ou em negligenciar a segurança do povo brasileiro. Autonomia e altivez há, sim, em romper uma espiral de inércia irresponsável e silêncio cúmplice, ou de colaboração descarada, a qual, praticada durante 20 anos frente aos crescentes desmandos do regime Chávez-Maduro, contribuiu em muito para esta que é talvez a maior tragédia humanitária já vivida em nossa região. A triste história da diplomacia brasileira para a Venezuela entre 1999 e 2018 constitui exemplo de cegueira e subserviência ideológica, altamente prejudicial aos interesses materiais e morais do povo brasileiro e a toda a América Latina”.

“Muito me orgulho de estar contribuindo, juntamente com o Secretário de Estado Mike Pompeo, sob a liderança dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, para construir uma parceria profícua e profunda entre Brasil e Estados Unidos, as duas maiores democracias das Américas. Só quem teme essa parceria é quem teme a democracia”, escreveu Araújo, em nota divulgada pelo Itamaraty.”

Belas palavras do nosso Chanceler, que poderiam muito bem serem substituídas pelo texto: “Sr. Maia, você acaba de perder uma enorme oportunidade de ficar calado”.

Ao rebater as críticas de Rodrigo Maia, Ernesto Araújo destacou que, na condição de ministro das Relações Exteriores, se sente na obrigação de reiterar o Artigo 4º da Constituição Federal, que coloca a “prevalência dos direitos humanos” entre os princípios que devem orientar as relações internacionais do Brasil.

“Absolutamente nada no posicionamento do Brasil contra a ditadura de Maduro e em favor de uma Venezuela livre fere qualquer dos princípios do Artigo 4º da Constituição. Muito pelo contrário, nossa atuação descumpriria a Constituição se fechássemos os olhos à tragédia venezuelana”, escreveu o nosso chanceler.

“O legado da tradição diplomática brasileira não inclui a indiferença aos nossos vizinhos. No caso presente da Venezuela, uma tal indiferença seria imoral e colocaria em risco a segurança dos brasileiros”, argumentou ainda Ernesto Araújo.

Agora vamos aguardar algum Ministro da Suprema Corte dar 48 horas para que o nosso Chanceler explique essa visita. “Que saco!”

Sr. Maia, tem um ditado que diz: “Melhor ficar calado e deixar que pensem que és um idiota, do que falar e não deixar a menor dúvida”.

Use-o em sua vida.

#ficaadica

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Nelson Fonseca (Colunista) É profissional de TI aposentado, de direita, conservador, patriota e cristão. Atualmente luta, incessantemente, contra o Comunismo e a degradação social e dos conceitos cristãos.

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