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Qual o problema com os nossos generais?

O problema de confiar a segurança nacional a um Mourão ou a um Pujol

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Recentemente, denunciei em um artigo aqui no Relevante News que quase 8% do contingente militar brasileiro pode estar filiado a partidos comunistas ou que fazem parte do Foro de São Paulo. São 30.438 militares vinculados a partidos como PT, PDT, PCdoB e PCB. A maioria, 24.400, está vinculada ao PT, enquanto o restante se divide entre PDT e os dois partidos comunistas. E é preocupante que mais de 600 sejam coronéis ou generais. Ou seja, oficiais em posições importantes podem estar mais comprometidos com uma agenda inimiga do que com a segurança nacional.

Infiltração comunista compromete a atuação das Forças Armadas

Não me impressionaria descobrir que parte de nossos generais têm seguido uma agenda contrária aos interesses nacionais. Na verdade, eu não ficaria surpreso em descobrir que alguns deles podem estar trabalhando para nações inimigas. Até mesmo nos Estados Unidos, onde o patriotismo parece assumir uma dimensão mais importante que no Brasil, agentes da CIA, do FBI e até mesmo das Forças Armadas foram pegos espionando para os comunistas. Então, também é razoável acreditar que nossos militares sejam capazes de trair os interesses nacionais.

Por exemplo, conscientemente ou não, Ernesto Geisel fez exatamente isso. Muitos desconhecem o background esquerdista de Geisel, tratando-o como mais um dos generais-presidentes responsáveis pelo “milagre brasileiro”. Contudo, o sucesso econômico ocorrido no Regime Militar nada tem a ver com Geisel. De fato, ele foi uma das piores coisas que aconteceram ao Brasil durante o regime. Desde sua juventude, ele já criava confusão, sendo um dos tenentes que ajudaram Getúlio Vargas a tomar o poder em 1930.

Ao assumir o poder em 1974, conseguiu o feito de multiplicar a dívida externa em menos de um ano, fazendo com que pulasse de US$ 12 bilhões para US$ 28 bilhões. Ele tinha como ministro da Casa Civil o progressista Golbery Couto, que tinha como assessor o comunista Heitor Ferreira Lima, que roubou documentos oficiais e os entregou a outros militantes de esquerda. Além disso, Geisel adotou uma política externa deliberadamente pró-comunista, declarando-se não alinhado aos Estados Unidos e reatando relações diplomáticas com a China comunista.

(Para mais informações sobre o traidor Ernesto Geisel, veja aqui)

Há muitas outras provas de que Geisel, se não era um traidor a serviço dos comunistas, fez exatamente o que um fantoche soviético faria em sua posição, mas esse não é o foco deste artigo. O foco é deixar claro que boa parte dos nossos generais parece ter assumido o espírito de traição incorporado por ele e Golbery. Hoje, generais com a mesma agenda de traição têm se revelado por meio de atitudes de inequívoca afronta ao presidente ou de declarações que claramente reforçam os interesses chineses e comunistas no Brasil.

O Mourão tem parecido um elefante bailarino na arte da traição sutil. Quando Bolsonaro falou sobre não comprar vacina da China, apareceu Mourão para dizer que o governo vai comprar, sim. Quando Bolsonaro falou em expor países que compram madeira “ilegal” do Brasil, apareceu Mourão para dizer que quem compra a madeira são as empresas. Quando Bolsonaro preferiu esperar o resultado da eleição nos Estados Unidos antes de parabenizar o vencedor, Mourão se antecipou e declarou que já considera eleito o candidato de esquerda. É um verdadeiro show de horrores.

Isso para não falar da ideia estapafúrdia de expropriar terras e confiscar bens de quem for acusado de cometer crime ambiental, proposta que foi duramente criticada pelo presidente quando chegou ao seu conhecimento. Mourão é um progressista como boa parte dos generais. Ele é daqueles que acham que o aborto é decisão da mulher e que o povo deve estar desarmado para não dar problema ao governo autoritário. De fato, é surpreendente como um homem como ele tenha sido escolhido como vice de um candidato alavancado pela direita conservadora.

Incrivelmente, aquela máxima do Barão de Itararé, “de onde menos se espera, daí é que não sai nada”, não está sendo seguida nos bastidores do poder em Brasília. Era de se esperar que, desde que se aliou ao presidente Bolsonaro, fosse o Centrão que causaria todo o problema e frustração. Mas não é isso que tem sido visto: a maior fonte de instabilidade e dúvida no governo tem sido os militares que rodearam o presidente, desde o vice-presidente Mourão até o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, passando pelo chefe da secretaria de governo Luiz Eduardo Ramos e pelo comandante do Exército Edson Pujol.

Pazuello tenta se fazer de desligado ao conspirar junto com o Butantan para comprar vacinas da China, que tem mostrado uma série de problemas e é abertamente reprovada pelo presidente Bolsonaro. O ministro Ramos ainda não me convenceu que foi a uma manifestação contra o governo em 7 de junho deste ano apenas para “observar” o movimento. Afinal, esse nunca foi o perfil do sujeito e não é esse o seu papel. Não é à toa que a ala conservadora do governo tem uma inimizade com o ministro e parece saber bem que ele é apenas uma víbora esperando para dar seu bote. Mas o que realmente gera preocupação é a declaração infeliz do comandante do Exército sugerindo sua incompetência para garantir a segurança nacional.

É muito grave a declaração de Pujol, que no dia seguinte a um discurso do presidente tirado do contexto, declarou que nossas forças estão “muito aquém do que o Brasil precisa (…) para cumprir suas funções constitucionais”. Em live com um ex-membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e fundador do Partido Popular Socialista (PPS), Raul Jungmann, o atual comandante do Exército disse também que os militares não querem fazer parte da política governamental. Há vários motivos para reprovar a conduta do general, que parece não saber o que se espera de um comandante. De pelo menos cinco modos, as falas de Pujol durante a live podem ser confundidas com atos de traição:

1) Em primeiro lugar, um comandante jamais deve dizer às suas tropas que eles não têm condições de cumprir sua função. O fato é que mesmo que um comandante tenha a impressão de que não tem os recursos necessários para cumprir sua missão, ele não sabe se isso é verdade até o final da batalha. Historicamente, exércitos pequenos venceram tropas maiores apesar da aparente desvantagem material que tinham. Além disso, muitos militares agora poderão dizer que se o próprio comandante diz que eles não têm condições de vencer, não vale a pena lutar. Ou seja, a declaração de Pujol mostra que ele não está à altura da sua posição.

2) Em segundo lugar, que um general na posição de comandante do Exército jamais deve declarar a verdadeira situação de suas tropas, sob o risco de estar revelando informações estratégicas ao inimigo. No momento em que um comandante diz de forma pública que seu exército não tem condições de cumprir a missão que lhe foi designada, ele não está só mostrando fraqueza de liderança, mas está deixando o inimigo a par do que pode esperar em um confronto. A fala de Pujol é completamente descabida no sentido de estar expondo o país tanto a comentários vexatórios quanto a possíveis abusos de nações que antes desconheciam a capacidade militar do Brasil.

3) Em terceiro lugar, ao dizer os militares não querem fazer parte da política governamental, Pujol faz parecer que o governo quer, de fato, envolver as tropas na política. O terceiro pecado de Pujol é dar escopo a uma narrativa falsa, de que o governo Bolsonaro quer envolver os militares na política. Pujol não menciona nenhuma ocasião específica em que o presidente tenha feito tal tipo de convite, mas suas palavras acabam alimentando essa narrativa. Isso é extremamente perigoso, ainda mais quando sua pequena reunião contava com um socialista que fez parte do PCB.

4) Em quarto lugar, Pujol faz parecer que seu problema não é a participação da política, mas da política deste governo. Note que ele não disse que os militares não querem fazer parte da política e ponto. Ele disse que os militares não querem fazer parte da “política governamental”. Ou seja, sua declaração foi um ataque deliberado à agenda conservadora do presidente. Ao mesmo tempo, ele lança uma narrativa falsa de que há pressão do governo para o uso político do Exército e tenta posar como sensato dizendo que não tem interesse.

5) E em quinto lugar, que se o interesse de Pujol fosse não politizar o Exército, ele não teria dito nada do que disse, de forma pública e para as pessoas com quem estava. Se o comandante do Exército quisesse vender a ideia de que os militares não estão querendo se envolver em política, ele não teria feito isso de forma pública e na presença de um comunista que fundou um partido socialista. Ele também não teria falado de forma leviana sobre as condições de suas tropas e reclamado de recursos. Mas vocês já perceberam que Pujol não é a pessoa mais brilhante do mundo, né? De fato, ou ele é um general extremamente incompetente, ou é um traidor com uma agenda que envolve o ataque à credibilidade do presidente.

A meu ver, não há mais dúvida se esses generais são traidores ou não. A questão é com qual tipo de inimigo eles se aliaram para provocar com tanto empenho essa série de instabilidades. Se estão com pacto com um inimigo nacional ou estrangeiro. Em qualquer caso, suas atitudes mostram a falência moral de nossos generais. Então, aguardemos tempos melhores, quando os políticos isentões voltarem a criar mais confusão do que generais castrados que querem aparecer. E você? O que achou das atitudes dos generais? Deixe sua opinião e até o próximo artigo!

Henrique Guilherme (Colunista) É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo.

E-mail: henrique.guilherme@relevante.news

Henrique Guilherme
É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo.

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