Colunistas Os “draconianos” do STF não prevalecerão

Os “draconianos” do STF não prevalecerão

João Carvalho: "Poder político estatal se alimentando do poder econômico e vice-versa. Exatamente da mesma forma que a oligarquia grega colocou no poder um Arconte como Dracon, temos no Brasil a mesma situação há mais de trinta anos"

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Drácon ou Dracon foi um Arconte de origem nobre conhecido como o primeiro legislador de Atenas. Nascido por volta de 650a.c a Grécia enfrentava graves problemas políticos e sociais. Tudo devido ao rápido crescimento de sua população. Dracon nasceu no período arcaico, séculos VIII a VI a.c. Aos 29 anos de idade, no ano 621a.c, recebeu poderes extraordinários para que colocasse fim aos problemas enfrentados pela sociedade em decorrência de um golpe de Estado impetrado por Clíon.

Este Clíon era um nobre que tinha sido nomeado Arconte de Atenas e tentou esse golpe de Estado no ano 632 a.c.

E por qual motivo?

Clíon tentou implementar em Atenas o mesmo sistema político da Cidade- Estado de Mégara. Tentou substituir a constituição de Atenas pela constituição de Mégara. Só que havia um outro Arconte, chamado Mégacles que conclamou o povo ateniense às armas para impor resistência maciça e forte aos invasores e traidores da grande Atenas.

O traidor Clíon e seus “companheiros” foram massacrados pelo povo ateniense, e foi justamente nessa ocasião de grande comoção intestina, golpe de Estado e guerra que surgiu Dracon para colocar ordem na Cidade-Estado mais importante da Hélade (Grécia).

Dracon teve a incumbência de elaborar e escrever um novo código para a cidade, pois, naquela época, as leis eram orais ainda. Em vista da época e pelos graves problemas porque passava Atenas, Dracon legislou de forma extremamente severa, principalmente no âmbito penal, qualquer forma de roubo, furto ou assassinato, todos recebiam a mesma punição, a pena de morte. Enfim, o código foi tão duro que tais leis foram estigmatizadas de “draconianas”.

Nessa época havia muita concentração de poder político e de fatores de produção nas mãos de poucas famílias, formando assim uma oligarquia que oprimia grande parte da população a uma vida pobre e sem perspectiva de prosperar em futuro próximo. O Arconte Dracon possuía poderes para legislar e executar as leis que ele próprio legislava. Uma concentração de poderes enormes nas mãos de uma só pessoa. Um Arconte (governante) soberano e injusto colocando sua vontade e autoridade acima da Lei e da justiça conhecida pelo povo ateniense.

Pois bem… e o que toda essa história tem a ver com o Brasil de nossos dias?

O Brasil ao longo de mais de trinta anos, a partir da eleição de Sarney até Dilma, vem “patinando” economicamente, não conseguindo se desenvolver de forma vigorosa como um país sério. Ao longo de todo esse tempo, o poder do Estado vem sempre sendo usado para benefício de si mesmos (classe política) e para benefício de poucos da oligarquia econômica brasileira.

Ou seja, o poder de um Estado corrupto aliado a um poder econômico oligárquico que se locupleta da corrupção do primeiro. Poder político estatal se alimentando do poder econômico e vice-versa. Exatamente da mesma forma que a oligarquia grega colocou no poder um Arconte como Dracon, temos no Brasil a mesma situação há mais de trinta anos.

De 2019 para cá temos um presidente que “quebra”, rompe com esse ciclo autofágico e perverso advindo de “coronéis” da política e dos políticos de ideologias de esquerda desse país. E justamente por causa dessa ruptura que o nosso atual presidente Jair Bolsonaro sofre uma oposição dura, covarde, injusta, mentirosa e pérfida pois trai a nação brasileira não permitindo que ela flua para seu destino de grandeza e glória junto à Cristo. Realmente senhores, tais oligarcas da política e da economia não querem que o nosso país se liberte de uma vez por todas, antes pelo contrário, desejam o Brasil só para eles e preso àquela dicotomia sórdida a qual citei: poder político se alimentando do dinheiro do poder econômico e a oligarquia econômica se alimentando das benesses, permissões e concessões do poder político. E os dois “vampirizando” a nação inteira deixando o povo em meio à violência, desemprego, pobreza, escassez de alimentos, deixando o país se transformar numa “cracolândia”, transformando o povo em “zumbis” perambulando pelas ruas de nossas cidades completamente sem rumo, sem destino e sem esperança.

Hoje vemos o tribunal mais alto do país legislando e julgando as leis e a Constituição que o próprio tribunal deveria zelar, mas que vem “interpretando” de forma deturpada para o bem de si mesmos e para uma oligarquia comunista e corrupta que há pouco tempo estava encarcerada

Pois não é, caro leitor, exatamente o que fez Dracon?

Como disse acima, o termo “draconiano” referindo-se às leis injustas e severas se aplica perfeitamente para: atitudes draconianas, interpretações draconianas, severidade draconiana, penas draconianas para deputados (como Daniel Silveira), ex deputados (como Roberto Jeferson) e jornalistas (como o Allan dos Santos) que apoiam o nosso presidente. Literalmente, esse tribunal perdeu por completo a mínima noção das proporções. Sendo assim, perdeu-se também sua inteligência e, por conseguinte, tornou-se um tribunal descompensado e draconiano.

Tal como Dracon na Grécia antiga que punia com a pena capital desde um furto até o homicídio, uma severidade desumana, sem razoabilidade e sem proporcionalidade, assim vemos acontecer no Brasil, a corte mais alta do país agindo despoticamente como o tal Arconte grego.

Julgamentos injustos e distorcidos para resolver problemas criados pelos partidos de esquerda e pelos próprios tiranos de toga. Ou deveria chama-los de Arcontes de toga? Enfim…

De quantos “setes de setembro de 2022” vamos precisar para, de uma vez por todas, fazer valer a vontade verdadeira da maioria ordeira e trabalhadora desse Brasil?

O PT junto com os outros partidos de esquerda e com diversos outros partidos corruptos tentaram levar esse país para uma trajetória sem volta da ditadura comunista. Tentaram governar o Brasil com “mão de ferro” como Stalin e Dracon o fizeram. Mas o povo foi às ruas exigindo a deposição da “presidenta”, draconiana inepta.

Infelizmente, o nosso país abriga na administração pública centenas de pessoas draconianas tanto no STF, Congresso, Ministérios e governos estaduais. Que o povo brasileiro saiba escolher aqueles que serão leais a quem o escolheu e ao nosso presidente, pois este vem aos poucos soltando as amarras, abrindo as algemas que nos prendem há décadas aos políticos, governantes e tribunais draconianos.

Brasil, acorde!!!

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João Carvalho (Colunista) – Economista pós graduado em gestão empresarial pelo CEFET-RJ e Jornalista (0013491/DF)
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João Carvalho
Economista pós graduado em gestão empresarial pelo CEFET-RJ

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