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Meu corpo, minha vida, minhas regras

"É muito estranho que certo Governador, que tanto critica a quase centenária Hidroxicloroquina, por não ter comprovação científica, estar agora tão ansioso em aplicar na população a vacina chinesa, da qual é 'garoto propaganda'.", revela Nelson Fonseca em novo artigo

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A Lei 10.406/02 do Código Civil, no seu artigo 15, diz que “Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica”.

Portanto, ninguém pode ser obrigado a tomar a vacina contra a Covid-19.

Até hoje, a ciência levou no mínimo 10 anos para desenvolver uma vacina. Não podemos confiar em uma vacina desenvolvida e testada em apenas alguns meses, numa irresponsável disputa pela fama e pelos bilhões de dólares envolvidos.

Não há nenhum histórico sobre efeitos colaterais a longo prazo. Podemos inclusive estar cometendo o maior genocídio da história. Quem garante que não?

Os laboratórios envolvidos estão se prevenindo com documentos que os isentam de qualquer responsabilidade em relação às suas vacinas. Procedimento nunca antes adotado.

Convivemos com várias doenças que ainda não têm vacinas, tais como a Malária e a AIDS, cujo vírus HIV já contaminou cerca de 40 milhões de pessoas no mundo. Essa seria apenas mais uma doença que, com o tratamento correto, teria a taxa de letalidade de uma gripe.

Não estou sendo negacionista, apenas realista. Acho impossível que se crie uma vacina segura em tão pouco tempo.

Agora mesmo tivemos a notícia de que o estudo clínico da vacina de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca, foi temporariamente suspenso, devido à uma possível reação grave em um dos voluntários.

Embora esse contratempo não inviabilize o desenvolvimento dessa vacina, é uma informação preocupante, pois a vacina de Oxford é talvez a mais promissora até agora.

A “Medicines and Healthcare products Regulatory Agency”, agência que regulamenta medicamentos no Reino Unido, confirmou que está revisando os testes, para decidir se o laboratório pode prosseguir com a pesquisa ou não.

O Laboratório AstraZeneca também não confirmou o diagnóstico, e não se sabe ainda se esse voluntário recebeu realmente a vacina em teste ou apenas o placebo.

O fato é que reações adversas podem acontecer até mesmo quando o processo de desenvolvimento da vacina demora anos, quanto mais quando se dá em apenas alguns meses.

É muito estranho que certo Governador, que tanto critica a quase centenária Hidroxicloroquina, por não ter comprovação científica, estar agora tão ansioso em aplicar na população a vacina chinesa, da qual é “garoto propaganda”.

Esse Governador é o principal defensor da aplicação obrigatória da vacina “feita às pressas”, que não funcionou nem mesmo nele próprio.

Por esse e outros motivos que, na minha opinião, a vacina não pode ser compulsória.

Se a vacina protege apenas o próprio indivíduo, e não afeta a terceiros, a decisão de tomá-la deve caber apenas ao indivíduo.

Na falta do bom senso, espero que ao menos a Lei seja cumprida.

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Nelson Fonseca (Colunista) É profissional de TI aposentado, de direita, conservador, patriota e cristão. Atualmente luta, incessantemente, contra o Comunismo e a degradação social e dos conceitos cristãos.

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