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Então era só sobre um sacrifício?

Como esperado, a esquerda está satisfeita com a morte do bebê e se calou depois de conseguir o seu sacrifício. É necessário anular, com urgência, o artigo 128 do Código Penal

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No dia 16 de agosto, a gravidez de uma menina de 10 anos de idade terminou com o assassinato do seu filho pelo médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, seguindo o apelo de milhares de esquerdistas, que se mobilizaram nas redes sociais e em outros meios para possibilitar esse desfecho. Como escrevi aqui na semana passada, toda essa mobilização era sobre um sacrifício. Conscientes ou não, tudo que eles queriam era a morte de um bebê para satisfazer sua cultura da morte. Não era sobre justiça. Não era sobre compaixão. Era sobre o derramamento de sangue inocente.

Claro que não podia ser sobre justiça ou compaixão. O que traria mais conforto para a garota? Crescer sabendo que foi manipulada por grupos que queriam a morte do seu filho ou crescer com a certeza de que o homem que a violentou foi punido rigorosamente? Claro, a menina não teve culpa do que aconteceu. Mas com o passar dos anos, ela será assombrada pela ideia de que foi usada para matar o seu filho quando ela não tinha condição de defendê-lo. Pior, que essas mesmas pessoas não estão dispostas a levantar um dedo para punir com mais rigor aqueles que abusaram dela.

Mas era tudo um teatro para satisfazer a sede da esquerda por sangue. Era tudo um pretexto para que a sociedade sacrificasse um bebê inocente. Prova disso é o silêncio que fizeram depois de conseguir o que queriam. Na realidade, os mesmos que queriam a morte da criança agora tratam o estuprador como apenas um suspeito, mesmo depois de ele ter confessado o crime. Os mesmos que fizeram de tudo para assassinar o bebê agora perseguem aqueles que tentaram evitar o crime. É a esquerda sendo esquerda: eles vão querer que você sacrifique seus filhos e proteja estupradores e pedófilos de penas mais duras.

Note que, sempre que um crime ganha alguma popularidade, organizações de esquerda aparecem do nada para defender o criminoso e avançar alguma proposta que nada tem a ver com justiça. Foi a esquerda que inventou um limite de anos para a prisão, independente do crime. É ela que inventa mil motivos para esvaziar as cadeias. São seus militantes que defendem a progressão de pena, os indultos e as visitas íntimas. São eles que baniram a prisão perpétua e a pena de morte no Brasil e em dezenas de outros países. E são eles que continuam firmes contra a redução da maioridade penal e a prisão em primeira e segunda instância.

Então você acha mesmo que essas mesmas pessoas que defendem com tanta vontade todo o tipo de mau-caráter estavam realmente interessadas no melhor para a menina? Claro que não. Era tudo sobre um sacrifício. Era tudo sobre oferecer a vida de uma criança inocente no altar da ideologia pagã que elas seguem. E a prova disso é o silêncio que fizeram depois de conseguir o que queriam. Agora que o sacrifício foi feito, a única coisa que pode preocupá-los é se a menina vai poder abortar com mais tranquilidade no futuro e se ela vai votar no Bolsonaro.

É revelador que uma conhecida revista de esquerda até publicou uma matéria sobre o assunto, não indignada com o assassinato do bebê, mas dizendo que a proibição do aborto é um regresso civilizatório causado pela influência do cristianismo na sociedade. Na concepção da esquerda, progresso é restaurar as práticas de sacrifício humano típicas dos povos mais bárbaros da antiguidade. Avanço é ter permissão legal para matar bebês em gestação. Modernidade é inventar formas de matar crianças antes que elas nasçam, porque assim ninguém é preso.

Ao mesmo tempo, percebemos que é necessário falar mesmo sobre o aborto. Esse caso mostrou para muitos que a exceção que se abre em caso de estupro de fato pode matar uma pessoa, como aconteceu. O Código Penal é extremamente leniente com quem pratica o aborto, variando de um a dez anos de reclusão. Além disso, há todo um sistema para proteger quem aborta e raramente alguém é punido por matar o bebê em gestação. Mas o problema principal é que a própria legislação permite o assassinato em caso de estupro.

Art. 128 – Não se pune o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante; II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

Note que não há qualquer limite para o aborto em caso de estupro com consentimento da mãe: o bebê pode ser assassinado até os nove meses da gestação, segundos antes do nascimento natural, desde que ainda esteja na barriga. E se não houver nenhuma mobilização para mudar isso, para a anulação do artigo 128 do Código Penal, bebês continuarão sendo oferecidos nesse altar demoníaco para saciar a gana por sangue de esquerdistas, progressistas e socialistas. Até lá, crianças continuarão sendo assassinadas com o amparo de uma legislação malfeita e sob os aplausos de pessoas ignorantes, malvadas e perversas.

Até o próximo artigo e não deixe de comentar!

Henrique Guilherme (Colunista) É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo.

E-mail:henrique.guilherme@relevante.news

Henrique Guilherme
É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo.
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