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Ebony and Ivory are inseparable

"O CEO de uma famosa marca brasileira de cosméticos disse, nessa semana, que a sua empresa vai abolir o termo "Black Friday", por considerá-lo racista. Sendo supostamente a "Black Friday" uma coisa boa, onde está o racismo contra os pretos?", questiona Nelson Fonseca em novo artigo

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O CEO de uma famosa marca brasileira de cosméticos disse, nessa semana, que a sua empresa vai abolir o termo “Black Friday”, por considerá-lo racista.

Acho que chegamos ao fundo do poço da imbecilidade.
Seria uma jogada de marketing ou esse senhor está externando toda sua idiotice em uma única dose?

Seria melhor que ele se importasse realmente com a promoção e não tentasse enganar o povo com promoções do tipo “tudo pela metade do dobro!”

Imagine se o povo asiático resolvesse abolir o cartão amarelo do futebol.

E se aparecer alguém para questionar os termos “buraco negro”, “carta branca”, “amarelou”, “deu um branco na minha cabeça”, etc? Todos esses termos são convenções aleatórias. Assim como as contas de suas empresas se alternam entre o azul e o vermelho e os semáforos tem as cores verde, amarelo e vermelho.

No texto abaixo, onde está o racismo? “Nossas contas estão no vermelho. A diretoria acendeu o sinal amarelo. A situação está ficando preta. O gerente do RH tem carta branca para demitir 30% do pessoal”. Como podem ver, são convenções aleatórias.

Há poucos dias li a explicação sobre o centenário termo “amanhã é dia de branco”. Ao contrário dos que acham ser um termo racista, ele refere-se ao costume da época de usar terno de linho branco no trabalho. Então, falar que “amanhã é dia de branco”, quer dizer que é dia de terno de linho branco, dia de trabalho.

Sendo supostamente a “Black Friday” uma coisa boa, onde está o racismo contra os pretos?

O racismo está nos olhos de quem quer vê-lo.

Chamar um amigo de “Negão” NÃO É RACISMO, é como chamar outros amigos de “Baixinho”, “bigode”, “Careca”…

Quem nunca escalou um time de pelada assim: “Careca no gol, Magrelo e Negão na zaga, meio campo com Baixinho, Beiçola, Gordo e Zoreia (O orelhudo), e no ataque, China, Branquelo e Russo”?

Noutro dia uma grande loja de departamentos abriu inscrições para empregos “exclusivos” para pretos.

Seria o inicio de uma espécie de apartheid em nosso país? Logo no Brasil, famoso por sua diversidade de etnias? Sua maravilhosa mistura de raças?

Será que o próximo passo será a separação por guetos? Escolas separadas para brancos e pretos? Shopping para brancos e outro para pretos? Bairros inteiros de pretos ou brancos, se digladiando entre si?

Imaginem um lançamento imobiliário exclusivo para pretos chamado “Black Village”, ou para brancos chamado “Vivendas Only for whites”. Que ridículo!

Onde isso vai parar, se não cortarmos pela raiz?

Boicotem todas as marcas que promovem o Apartheid!

O nosso país é formado por uma linda mistura de raças. Pretos africanos, brancos europeus, índios, asiáticos, entre outros, já se fundiram num só povo lindo e maravilhoso.

Por favor, parem com essa tentativa de segregação. Não estraguem nosso lindo povo.

Imagine a vida do mulato: não será aceito entre os negros por ser branco, nem entre os brancos por ser negro? Meu Deus, coitado!

Olhem a sua volta. Vejam o quão maravilhoso é o nosso povo. Vejam no Carnaval as nossas pretas, as mulatas, as morenas, as loiras, as asiáticas, todas sambando juntas na mesma escola de samba.

Vejam os meninos jogando futebol na rua. Vejam como se abraçam após o gol, independentemente da cor da pele.

É inadmissível que grandes empresários utilizem o apartheid para tentarem alavancar suas vendas. Deixem de ser ridículos.

Não tentem segregar o “feijão com arroz”. O gostoso é os dois juntos.

Como já diziam Paul McCartney e Stevie Wonder, “O preto e o branco vivem em perfeita harmonia, lado a lado, nas teclas do meu piano. Por que não, Senhor?”.

“Ebony and ivory live together in perfect harmony, side by side on my piano keyboard, oh Lord, why don’t we?”

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Nelson Fonseca (Colunista) É profissional de TI aposentado, de direita, conservador, patriota e cristão. Atualmente luta, incessantemente, contra o Comunismo e a degradação social e dos conceitos cristãos.

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