Deturpação de princípios e valores: estamos de qual lado?

"A deturpação dos valores como moral, ética e caráter deformado, revela muito do porquê elegemos oligarquias políticas especializadas em corrupção, crime organizado e leis que os protegem dos assaltos aos cofres públicos que ocorrem de forma sistematizadas e, pelo jeito, estão longe de acabar no Brasil", revela Kharyna Accioli em novo artigo

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Reprodução/JusBrasil

Lamentavelmente, qualquer comentário acerca dos vandalismos e destruição de propriedades privadas e públicas que ocorrem no mundo todo sob a bandeira da luta contra o racismo, sobre o ativismo judicial dos ministros do STF e da Suprema Corte Americana, e sobre as atuações de boa parte da classe política mundial que passa pela defesa da extinção da polícia à saques aos cofres públicos legalizados através de fundos partidários, auxílios moradia, “rachadinhas” e etc, passa a ser um detalhe quando o primeiro relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) é divulgado.

De acordo com o relatório da TCU, 620 mil pessoas receberam indevidamente o auxílio emergencial de R$600. A estimativa é de que o prejuízo ultrapasse R$1 bilhão caso esses pagamentos indevidos não sejam interrompidos.

Será que se fizermos uma pesquisa com essa parte da população sobre o que acham das atuações da classe política, eles seriam aprovados?

Será que a avaliação do Governo Lula e Dilma receberá uma nota alta?

Será que depredações, pichações, violência e extinção da polícia são justificadas?

Não admira o porquê de atravessarmos a maior crise moral da década. A deturpação dos valores como moral, ética e caráter deformado, revela muito do porquê elegemos oligarquias políticas especializadas em corrupção, crime organizado e leis que os protegem dos assaltos aos cofres públicos que ocorrem de forma sistematizadas e, pelo jeito, estão longe de acabar no Brasil. Quando as ações da Polícia Federal nos estados comprovam que a farra do dinheiro público continua sem nenhum pudor, ao contrário, parece estar longe de acabar, já que os governadores não parecem dispostos a encerrar o estado de emergência, decretado na pandemia, afinal, eleições em novembro faz jus à dinheiro em caixa.

Urge o início de uma varredura em nossos fundamentos, princípios e valores, precisamos voltar o trem ao trilho, restaurar os pilares de família, vida, integridade, lealdade e fé.

A falsa verdade precisa ser destronada e é agora!

Kharyna Accioli (Colunista)
Pastora, Leader Coach e Analista Comportamental