Colunistas Conversa entre Alcolumbre e funcionária fantasma só confirma a...

Conversa entre Alcolumbre e funcionária fantasma só confirma a péssima qualidade de nossos congressistas

"O pior do áudio entre Alcolumbre e funcionária fantasma foi mesmo a desculpa do gabinete do senador", destaca Henrique Guilherme em novo artigo

-

- Advertisment -

Todo o caso é muito simples. Em 2013, Davi Alcolumbre, que na época ainda era apenas um deputado federal, deu carona a uma mulher chamada Tatielle Pereira de Castro para acertar um acordo que ela teria feito com o desembargador Gilberto Pinheiro do Tribunal de Justiça do Amapá. Ao longo de pouco mais de 15 minutos de conversa, a moça tenta acertar o repasse do salário de dois anos da esposa de Alcolumbre para ela, além de ajuda para entrar na política.

A conversa parece ter demorado mais do que deveria porque Tatielle queria que as parcelas do décimo terceiro e das férias dos dois anos envolvidos no acordo, que somaria um total de R$ 20 mil, fossem pagas na forma de um carro. Ao contrário do que a grande mídia tem propagado, não dá para perceber pelo áudio que a mulher era algum tipo de amante do desembargador. Na realidade, pela dor de cabeça e pelo tanto de papo furado que teve que ouvir, parece mais que o amante do desembargador era o próprio deputado.

É certo que todos ali estão completamente errados. Está claro que Tatielle é uma feliz funcionária fantasma de alguma repartição sob o controle de Alcolumbre para atender ao pedido do desembargador. Em troca de quê? Não se sabe ainda. Mas qualquer um que ouça o áudio consegue perceber isso. E, para piorar, o gabinete do agora senador, achando que todos são idiotas, emitiu nesta semana uma nota completamente enganadora para responder ao caso:

O áudio divulgado pela matéria deixa claro que a promessa de ajuda à Sra. Tatielle Pereira de Castro seria apenas uma doação com recursos próprios para ajudar um apoiador diante da sua separação conjugal, e que não tinha qualquer relação com o desembargador citado, como de fato não tem. É leviana a informação sobre suposta troca de favores porque, na época dos fatos (2013), a esposa do senador Davi Alcolumbre já trabalhava na Escola Judicial do Amapá há mais de 3 anos, cujo ingresso se deu por meio de processo seletivo. Portanto fica claro que nunca houve qualquer troca de favores. Os fatos mencionados ocorreram há mais de oito anos e sua nova divulgação. O senador Davi seguirá trabalhando pelo bem do interesse público para garantir conquistas para o estado do Amapá e para o Brasil.

A conversa entre os dois está transcrita no final deste artigo para facilitar o julgamento do leitor. A primeira mentira que o gabinete de Alcolumbre conta é que a conversa tratava apenas de uma “doação de recursos próprios para ajudar um apoiador”, sem qualquer relacionamento com o desembargador. Contudo, essa mentira é facilmente desmascarada com o trecho da conversa em que Tatielle fala:

“O desembargador, ele justamente me chamou por causa disso. Ele me chamou, perguntou como é que estava, preocupação dele com meu casamento. Falou: Olha, você tinha o Bruno. Agora você está só. E aí, como você vai fazer? Eu falei: Olha, desembargador, eu estou, não sei. Ele falou assim: Então vamos fazer o seguinte, você precisa de um carro. Foi a primeira coisa que ele me falou. Ele inclusive falou, ele perguntou quanto a gente estava acertando. Eu falei que era cinco, cinco mil, né? Que foi isso que havia sido combinado. Ele falou o seguinte. Ele falou: Não, Tati, a gente faz o seguinte. Veja com ele. Até porque por isso que ele pediu para o Paulinho te procurar”.

A segunda mentira da nota é dizer que não se tratou de uma troca de favores. O trecho citado mostra que é óbvio que se trata de uma troca de favores. Uma troca facilitada por um sujeito chamado Paulinho, que na conversa o então deputado confirma ter tido contato.

“É o Paulinho do Uirapuru. Aí eu liguei. É o Paulinho do Uirapuru. Fala deputado! Tu mandou uma mensagem para mim? Aí eu falei. Pô, vou passar contigo daqui a pouco”.

Ou seja, o áudio deixa bem claro que houve sim uma troca de favores muito estranha intermediada por um tal de Paulinho, que chegou a mandar mensagem a Alcolumbre para resolver a situação. De fato, a conversa revela que o acordo envolveu um outro intermediário, o ex-marido de Tatielle, que aparece no áudio como Bruno.

Mas a mentira mais escancarada é a terceira, em que o gabinete alega com todas as letras, como se o público fosse tolo o suficiente para acreditar, que o senador “seguirá trabalhando pelo bem do interesse público”. O caso mostra que estamos lidando com um sujeito que tira dinheiro da própria esposa para satisfazer um acordo realizado entre um desembargador e uma funcionária fantasma. É claro que Alcolumbre nunca atuou, e parece que nunca vai atuar, pelo bem do interesse público.

E veja que é esse sujeito, comprovadamente enrolado, que está travando a indicação de André Mendonça ao STF. Recentemente, Jair Bolsonaro revelou que há mesmo um grupo no congresso fazendo pressão para que ele desista da indicação de Mendonça. O grupo parece envolver o senado, já que tenta trocar o resultado da CPI da Morte pela indicação ao STF. Ou seja, é muito provável que ele esteja falando de gente relacionada a Alcolumbre ou mesmo do próprio senador.

Pela própria exposição da verdade, o áudio acaba sendo positivo. O vazamento tem potencial para fazer Alcolumbre baixar a bola e, pelo menos, colocar em votação a indicação de Mendonça ao STF. De fato, já se fala que a sabatina pode ocorrer até o final mês, no dia 20 de outubro. E você? O que acha dessa situação? Deixe sua opinião e até o próximo artigo.

Transcrição da conversa entre o então deputado Davi Alcolumbre (DA) e Tatielle Pereira de Castro (TPC), realizada em meados de 2013 no que parece ser o banco de trás de uma pickup no Amapá:

OUÇA AQUI A ÍNTEGRA DO ÁUDIO


TPC: Deixa eu te falar deputado, é o seguinte. É. Sobre, né? Aquela negociação toda, nossa. O desembargador Gilberto, segunda-feira, ele me chamou lá na chácara e ele me perguntou, né, como é que estava, tal. E eu falei: não, está tudo certo. E ele falou assim: e aí, você foi nomeada, quem foi nomeada? Eu falei: não. Falei: não, desembargador, está tudo certo. Aí ele me perguntou, né: E aí? Porque como eu sou sozinha, ele meio sente aquela obrigação tipo de pai. E aqui…
DA: De cuidar.
TPC: De cuidar. Aquela responsabilidade. Mas eu falei para ele: não, está tudo certo. Mas é o seguinte agora, deputado, eu e o Bruno, a gente separou.
DA: Pô, eu vi naquele dia.
TPC: Um-hum.
DA: Tu estava falando com ele naquele dia.
TPC: Am-ham.
DA: Lembra aquele dia?
TPC: Qual deles?
DA: Aquele dia que eu falei com você?
TPC: Sei. Sei.
DA: Naquele dia eu disse: Bruno, eu quero até te antecipar. Ele até ligou para ti, para te falar que ele ia te, tu lembra?
TPC: Lembro.
DA: Aí eu imaginei que eu vi que vocês estavam meio assim e eu disse: Bruno, aconteceu alguma coisa? Pô, tive uma briga com minha esposa, problema pessoal. Só que, deixa eu te falar um negócio, Tati, eu sou igual padre, pastor, porque tu imagina só um cara que fala com milhares de pessoas. Todo mundo tem um problema. Aí é (coisa) pessoal, é (coisa) de trabalho, é (coisa) de política. Aí eu fiquei ouvindo, não quis nem me meter. Mas ele falou que, também para mim, é como é uma coisa pessoal. Eu disse: Bruno, posso fazer uma coisa. Não. Pois é pessoal mesmo. Estamos se desentendendo. Bruno. Aí eu. Aí eu na minha cabeça pensando. Olha, escuta aí meu pensamento. E eu, porra, eu vou dar… O Bruno me falou que está separando dela, brigando, que vocês estavam brigando. E ele me falou, conversando. Então eu te peço até…
TPC: Imagina!
DA: Porque acho que ele é, acho que ele quis também falar. Aí eu disse: Olha, como hoje é dia tal, eu vou adiantar o desse mês que eu atrasei o outro mês passado, que a gente não se encontrou. Eu vou descontar os dez dias que eu atrasei e vou antecipar vinte. Aí ele pegou e te ligou. E eu, poxa, ainda bem que ele está brigando, mas ele vai dar o dinheiro dela. (risos). E eu fiquei pensando.
TPC: Não, o Bruno é muito correto.
DA: Não, é que no meio de uma porrada. Ele diz que vocês estão brigando. E (inaudível) uma distância aí. Vocês estavam se separando. Aí eu fiquei preocupado. Então eu acho que agora eu tenho que falar contigo, né?
TPC: É…
DA: Sabe o que eu queria? É… Eu posso depositar na tua conta?
TPC: Claro, claro.
DA: Porque como o Bruno me pedia para entregar para ele, eu falei para ele uma vez: Bruno, tu não quer me dar uma conta para eu depositar, porque o que acontece? O meu chefe de gabinete lá, ele tem meu cartão. O meu pagamento cai dia 24, 25. Ele saca e paga minhas contas. Então eu vou dar mais uma coisa para ele. Aí ele diz: (incompreensível), eu quero que tu me entregue na mão. Aí, eu, é, tá bom.
TPC: Isso era desculpa para te ver.
DA: Eu acho! Eu acho! Eu acho!
TPC: É o seguinte, deputado. O que eu queria ver com você é o seguinte, é, porque agora a minha vida deu aquele 180. É, tipo, não tenho família aqui. Mudança de casa. Sem carro. Sem nada. Né? Então a minha vida deu aquela mudança. O que acontece? O desembargador, ele justamente me chamou por causa disso. Ele me chamou, perguntou como é que estava, preocupação dele com meu casamento. Falou: Olha, você tinha o Bruno. Agora você está só. E aí, como você vai fazer? Eu falei: Olha, desembargador, eu estou, não sei. Ele falou assim: Então vamos fazer o seguinte, você precisa de um carro. Foi a primeira coisa que ele me falou. Ele inclusive falou, ele perguntou quanto a gente estava acertando. Eu falei que era cinco, cinco mil, né? Que foi isso que havia sido combinado. Ele falou o seguinte. Ele falou: Não, Tati, a gente faz o seguinte. Veja com ele. Até porque por isso que ele pediu para o Paulinho te procurar.
DA: Ah, ele mandou uma mensagem para mim.
TPC: Isso…
DA: Eu cheguei agora na Gol. Cinco e meia nesse voo aí. Já era para eu estar no Porto Grande. Aí o Paulinho falou: preciso falar. Paulinho. Aí fui pensar, quem é Paulinho?
TPC: Você imagina um Paulinho de verdade.
DA: Não, porque como eu chamo poucas pessoas de Paulinho, eu digo, Paulinho. É o Paulinho do Uirapuru. Aí eu liguei. É o Paulinho do Uirapuru. Fala deputado! Tu mandou uma mensagem para mim? Aí eu falei. Pô, vou passar contigo daqui a pouco. (Inaudível). Aí, aí foi por isso que demorou mais.
TPC: Ah, tá. Não, imagina. Oh o que acontece? Aí o desembargador sugeriu que você fizesse o pagamento dos cinco mil, porém, tirasse algum carro na Automoto. Sei lá, fizesse o seu negócio e me passasse algum carro. Algo pequeno mesmo.
DA: Mas aí para, para, no caso, como se eu fosse te dar, eu te dava um carro para ti. E eu pagava.
TPC: Isso. Porque ele falou o seguinte. Ele me perguntou quanto eu estava recebendo. Eu falei, eu falei que era cinco. Aí ele falou: Não, mas não era só isso que eu havia combinado. Aí eu falei: Não…
DA: Quem combinou isso comigo foi o Bruno.
TPC: Ah, então atrapalhei tudo.
DA: (Inaudível). Aí o Bruno disse: Davi. E eu disse a ele: Bruno, deixa eu falar um negócio. A Liana vai ganhar oito mil reais, só que vai descontar 27,5%. Aí quando tu coloca na máquina, dá seis mil reais. Quando tu desconta, é o que tu recebe. E aí ele disse assim: Não, Davi. Mas eu não quero que minha mulher trabalhe, para ela ficar folgada. Então tu pode dar cinco mil e está bom. Porque ela não vai trabalhar, não vai cumprir expediente, não vai ter que viajar, vai estar livre. Ele que falou comigo. O teu ex futuro, ex-marido futuro. Porque, o que acontece, ele pegou no papel, eu dei o contracheque, ele olhou e deu oito mil, duzentos e vinte e seis. Aí ele pegou 27,5% porque tu sabe que desconta.
TPC: Sim.
DA: Aí dá seis mil, cinco mil, seis mil e vinte. Aí ele disse: Não, mas só que também não é. Ele falou! Não é justo, a tua mulher vai trabalhar, 7 horas da manhã, bota, fica trabalhando direito, e a minha não vai fazer nada que eu não quero que a minha mulher vá para a estrada, não quero que a minha mulher vá para escritório, não quero que minha mulher se meta em política. Ele argumentou!
TPC: Entendi.
DA: Eu disse: Então tá bom. Tu me dando cinco mil, tá bom. Porque ela não tem trabalho nenhum e vai ganhar os cinco mil. Então foi, a conversa foi essa.
TPC: Ah, tá, eu não sabia disso. Por isso que eu falei para o desembargador outra coisa. Eu não sabia.
DA: Por isso que chegou nos cinco mil. Porque era os oito mil, menos o imposto de renda, que não recebe. Seis mil e vinte. E os mil reais, que ele achou que era o valor para ti não ter que trabalhar.
TPC: Entendi. Então deixa eu te falar. Também, deputado, eu queria ver uma série de assuntos. São vários assuntinhos que eu tenho (incompreensível) para falar contigo. É, um é esse, essa situação. Aí eu quero ver a possibilidade, é, porque tem várias situações agora que a cabeça dá, né, aquela, abre assim. É, porque eu preciso de um carro. Porque eu fico dependendo do Bruno de, ah, vem me pegar em tal lugar. É muito chato.
DA: Se fosse para ti depender dele, tu continuava com ele.
TPC: Você entendeu? É muito chato porque, tipo assim, às vezes, é, que como está separando com uma certa mágoa, eu, com uma certa mágoa. Mas não, imagina, mandei até uma mensagem hoje para ele. Eu agradeço, realmente, porque ele me apresentou o estado. Ele me apresentou Macapá. Hoje o que eu sei…
DA: Não dá, não dá. Toca aqui. Não dá, não dá. Até hoje deu, e eu acho que tem que ser assim mesmo, porque ele vai viver a vida dele, você vai viver a sua. E quando estava bom, estava bom. É bom que decidiram.
TPC: Justamente. Então assim, é. E outra coisa, eu falei com ele: Olha, Bruno, independente de qualquer coisa a gente continua amigo e tal, porque isso é uma coisa até que eu quero. Eu não quero ter problema. Ele também não quer ter problema. Eu sou sozinha aqui. Então, enfim. Então a gente vai dar uma maneira mais madura possível para resolver isso. Graças a Deus.
DA: Graças a Deus. O que é pior.
TPC: É. E o que acontece. É, então assim, eu preciso de um carro. E assim, e eu não tenho, é, imagina, um contracheque.
DA: Não tem!
TPC: Não tenho! Como eu vou provar? Entendeu? Eu nunca vou conseguir comprar um carro.
DA: Mas eu ajeito, eu ajeito o carro para ti desse jeito. Só que aí como é que eu, como é que, qual é o meu pensamento? Deixa eu te falar aqui. Na Automoto, eu vou lá com o gerente, que é autorizado pelo Tio Zé a fazer o que eu quiser, e vou dizer: É, Adriano, eu quero um carro. Quero pagar esse carro de seis vezes. Um exemplo. Ele vai dizer para mim. Ele diz: Davi, você me dá dez mil, e me dá seis cheques seus. Não precisa financiar o carro. Vai estar no seu nome quitado. O cheque é meu. Tu não vai precisa ter contracheque. Não precisa ter nada. Eu vou pagando parcelado porque para mim é bom e, em vez de eu te dar os cinco mil. Agora se tu falar para mim assim: Davi, vai ficar pesado para mim…
TPC: Não, fica muito pesado desse jeito…
DA: Eu quero que tu faça um carro que tenha uma parcela de mil reais. Aí ele não vai poder fazer do jeito que ele faz para mim. Porque aí ele vai dizer: Não, Davi. Eu não posso pegar 24 meses, para te pagar mil reais. Vai ter que financiar. Aí a gente vai ter que… Aí não tem jeito. Tem que financiar, tem que ter crédito. Aí tem que ser no teu nome. Se for desse jeito que eu quero fazer, que é como eu faço às vezes. Por exemplo, deixa eu te falar porque que eu estou te dando um exemplo. Eu tenho um rapaz que é vereador no Oiapoque e trabalha para mim. Ele vem de lá. Ele é taxista. Marcelo. Eu tive 700 votos lá no Oiapoque. É só ele que trabalha para mim lá. Então ele é muito bom. Ele é um cara e eu ajudo, ele me ajuda, nós temos uma parceria. Davi, quero vender meu Siena e quero comprar um Voyage. Vende teu Siena. Pegou. Fui lá na Automoto: Adriano, vem cá. Quanto é o Voyage que o cara quer? O completo? Aqui, o Marcelo. Peguei os vinte mil reais, dei. E dei seis cheques da diferença dos quarenta. Só que ele faz até seis cheques. Para não passar em banco. Não passar em financeira. Aí o carro já sai no nome do Marcelo quitado porque, foda-se, o cheque é meu.
TPC: Entendi. Deixa eu te perguntar, Davi, porque então são cinco… São, nós temos aí 24 meses, né? Mais, assim, no total, vamos lá. São vinte e quatro.
DA: É, se for somar, é. Mas eu acho que a gente tem que somar assim: são cinco mil que tu tem por mês comigo. O que tu pode dizer assim para mim, Davi…
TPC: Deixa eu te perguntar, teria como você fazer, é, da seguinte maneira, porque por exemplo, tem décimo terceiro, né? E férias. Então daí a gente negociaria essa situação porque eu não posso ficar, agora, hoje eu vou pagar aluguel, a minha vida mudou completamente, a partir de agora.
DA: Não, eu sei. Não, tu tem esse crédito. Eu falei para ele. Quando chegar no final do ano eu te acerto o crédito.
TPC: Aí, deixa eu te perguntar. Não teria como você pegar no caso esses créditos que no caso eu teria no final do ano, você tiraria um carro para mim.
DA: Tem, meu amor.
TPC: Então…
DA: Só que tem… O que acontece? Se eu pegar… Ah, mas…
TPC: Você me… Você me anteciparia, entendeu, décimo terceiro
DA: Mas o decênio tudinho, que você está falando… Mas tu não recebia mais nesse ano. Eu não entendi.
TPC: Não, não, não, não, não. Você não entendeu.
DA: Nós estamos em julho.
TPC: Em julho, isso.
DA: Eu paguei até 20, 30 de junho.
TPC: Isso.
DA: Aí quando for agora 29 de junho, de julho, tu tem cinco mil.
TPC: Isso.
DA: Aí como é que tu quer fazer?
TPC: Aí o que eu pensei, é o seguinte. Os meses que eu tenho para receber, você continuaria me passando, só que é o seguinte. No final do ano, ao invés de você, nas férias, ao invés de você me dar os cinco mil mais férias ou décimo terceiro, que seria outro cinco mil, você daria o carro. Tipo assim, no caso, você já teria pago. Entendeu? Eu dou quitado para ti.
DA: Não, mas não vai dar certo, porque de qualquer maneira eu vou ter que financiar o carro se for…
TPC: Não, você não está entendendo. Eu estou me expressando mal. É o seguinte. Nós temos mais, digamos, mais quatro salários, vamos supor assim. Porque seria férias, mais décimo terceiro, férias, décimo terceiro referente aos 24 meses.
DA: Certo!
TPC: Então, só aqui nós temos vinte mil, certo?
DA: Certo!
TPC: Então, esses vinte mil, você me anteciparia da maneira do carro. Eu não quero um carro zero. Pode ser um carro seminovo.
DA: Ah, então você pegava esse dinheiro e tu ia pegar um carro.
TPC: Isso.
DA: E continuava pagando os cinco mil.
TPC: Os cinco mil. Você me anteciparia.
DA: É uma boa ideia. Eu só quero só. Só me dá um tempo para eu arrumar o dinheiro.
TPC: Certo. Aí, outra coisa também. Porque eu me coloco aqui à sua disposição o seguinte. É, outro assunto. É o seguinte. É, eu estou lá no posto das pedrinhas.
DA: É, você me falou.
TPC: Isso. E é o seguinte. A nossa produção lá é cinco mil e seiscentos atendimentos mês. E são todos atendimentos que eu faço pessoalmente. Mas (incompreensível) por quê? Eu não fico na sala. Eu fico lá no corredor. Então o que acontece? É, nossa agenda tem lá o telefone de todo mundo, porque eu mandei colocar. Você se consulta hoje. Hoje é sexta-feira. Sexta-feira que vem, eu te ligo: Oi, Davi! Tudo bem? Boa tarde! Aqui é a Tati, aqui a diretora do posto das pedrinhas, tudo bem? Oi, Tati, tudo bem? Eu estou ligando para saber se você melhorou. Você estava com uma dor de barriga, pegou medicamento tal. Está melhor? Eu estou fazendo isso. Já ganhei porco, já ganhei cupuaçu. Já me ofereceram macaco.
DA: Só tu que está fazendo isso.
TPC: Eu chego, curativo, eu mesmo limpo. Estou lá ajudando a limpar. Eu estou ajudando a fazer tudo. Então o que acontece? Eu fico no SAMI, eu marco as consultas. Oi, minha princesa. Ah, não dá? Não, vem cá. Dá sim. Vamos conversar aqui. Eu não deixo ninguém sair sem atendimento. O médico não está? Meu amor, o que você tem? Às vezes é uma dor de barriga. Às vezes quer desabafar. Vem cá, eu converso contigo. Não tem problema nenhum. E fico conversando com a pessoa.
DA: Isso é muito bacana.
TPC: E o que acontece?
DA: Eu acho que isso vai dar muito voto.
TPC: É. Não. Não. Eu tenho dois PSF, né, e tenho a equipe que vai para as ruas. E eu estou indo para as ruas.
DA: E essas pessoas do PSF trabalham para ti.
TPC: São todas minhas. São todas minhas. Aí o que eu fiz. Aí o que eu pensei em fazer. Eu estava conversando. Lembra daquela primeira conversa que a gente teve no portão lá de casa?
DA: Lembro. Muito boa.
TPC: Na nossa conversa, eu comecei a verificar algumas coisas que eu pensei: eu acho que eu posso ajudar. De verdade. Eu não sou filiada. Eu tive um pega para capar com uma pessoa que queria que eu me filiasse. Eu falei: Olha, eu não vou me filiar porque eu, fiz muita… Por causa da imparcialidade, não sei o quê. Eu falei: Olha, não é assim. Se você me pedir, eu te dou vinte pessoas filiadas. Eu não. (incompreensível). Justamente! Não vem. Aí agora o que acontece? Com o posto, eu estou com uma outra visão. O que eu penso? É, você tem aqui, no estadual, porque eu posso…
DA: Tem, mas para apoiar? Ou para você ser candidata?
TPC: Porque o que eu penso? Eu cheguei, eu estava pensando, eu vim como bucha para vocês.
DA: Não, deixa eu te falar. Só que quando tu for candidata, tu vai ter que sair do seu emprego. Lá abriu. Aí fica mais difícil.
TPC: Não, são todos meus. Independente.
DA: Não, só para tu saber. (…)
Fim do áudio.

Henrique Guilherme (Colunista) É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo

Henrique Guilherme
É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Últimas notícias

Governo sanciona lei que cria autoridade de segurança nuclear

O governo federal sancionou a lei que cria a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). O texto,...

Aziz adia para quarta-feira a leitura do relatório da CPI

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), adiou em um...

Notícias sobre Off-Shore de Guedes para desestabilizar o Governo tem método

Numa das polêmicas da vez, usada pela oposição para desestabilizar o governo, é a tal da Off-Shore...

Sobre o Decálogo de Lênin, Marx e Absorventes

Desde que surgiu, contesta-se a autoria do que ficou conhecido como Decálogo de Lênin, lista de dez...
- Advertisement -

Justin Bieber, a Maconha e os Cristãos

Em 2021, parte do mundo gospel ficou estarrecido, quando Justin Bieber, que se dizia cristão convertido, anunciou...

Conversa entre Alcolumbre e funcionária fantasma só confirma a péssima qualidade de nossos congressistas

Todo o caso é muito simples. Em 2013, Davi Alcolumbre, que na época ainda era apenas um...

Você deve ler isso...

Governo sanciona lei que cria autoridade de segurança nuclear

O governo federal sancionou a lei que...

Aziz adia para quarta-feira a leitura do relatório da CPI

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito...
- Advertisement -

Você pode gostar tambémRELATED
Recomendado para você

WhatsApp No WhatsApp