sexta-feira, março 5, 2021
Início Colunistas Como as caravanas de apoiadores influenciaram na eleição da Câmara dos Deputados

Como as caravanas de apoiadores influenciaram na eleição da Câmara dos Deputados

"Isso tudo é o começo. Sim, ter voz e ter organização faz diferença. Nesta segunda-feira isto foi provado. Agora, daqui por diante, temos uma escolha: ou nos calamos e deixamos que eles façam o que querem. Ou nos mantemos ligados, prestando atenção, criticando, elogiando e, principalmente, vendo quem é quem", revela Luiz Henrique Maleski em novo artigo

-

- Advertisement -

Vou tentar resumir para vocês minha impressão pessoal sobre nossa viagem para acompanharmos a votação para Presidente da Câmara. Não fui um dos organizadores. Apenas participei como um dos que foram à nossa capital neste evento. E não, não há verba financiando os grupos de verde amarelo que vão a Brasília. Eu e todos os com quem conversei foram lá pagando de seu bolso suas passagens ou através de doações feitas por outros apoiadores.

O relato começa antes da viagem. Mesmo que você não veja, existe um exército de pessoas empenhadas em ajudar e, para quem torce por um governo de Direita que ponha as coisas nos eixos, saiba que não está sozinho. Não é tão simples ir e voltar de ônibus de Curitiba a Brasília e quando isto envolve dois dias úteis a tarefa é ainda mais complicada. Isso explica muitas pessoas que gostariam de ter participado mas que não foram conosco. Ao invés disto, se empenharam em divulgar, em arrecadar doações e em tentar ajudar como fosse possível.

Chegando no domingo, vimos grupos pró-bolsonaro de várias cidades. Ainda na hora do almoço, um pessoal de outra caravana nos pediu apoio para seus amigos que estavam no aeroporto e que enfrentavam resistência de petistas. De imediato acertamos as contas no restaurante, embarcamos de carona e fomos para lá. A ajuda não veio só de Curitiba. Quando chegamos o que vi foi um grupo saindo de fininho, derrotado, por estar em menor número e por sua pauta não ser a da maioria. Na área externa da parte superior do prédio haviam cartazes dizendo “Fora Maia” dos mais diversos jeitos que se possa imaginar. Gente de Ribeirão Preto, de Rondônia, de Minas Gerais, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Brasília mesmo, todos estes em volta da área de desembarque do aeroporto. Enxergue a cena: os deputados que chegavam eram obrigados a passar por nós e a sentir de perto a vontade popular. Visualizou? Agora se imagine como sendo você um destes deputados.

Uma diferença muito grande que se percebe em todas as manifestações de Direita desde a saída de Dilma é que há muitos idosos e famílias nos movimentos. São pessoas de verdade, pessoas de bem, não gente contratada para estar ali. Em todas as manifestações verde e amarelo se vê isto, pode reparar.

Difícil descrever o que é fazer parte disto. Ficamos ali por volta de uma ou duas horas enquanto as caravanas diversas continuavam chegando para apoiar quem ali estava. A segurança se colocava vigilante para caso houvesse algum infiltrado mas o clima era positivo, como o de quem está conquistando uma grande vitória e não como o de uma torcida organizada revoltada porque seu time está perdendo. Como disse, difícil de explicar. Tem que se viver uma coisa destas para realmente poder dizer.

No dia seguinte, segunda-feira, dia da votação que aconteceria à noite, fomos cedo ao Palácio do Alvorada buscar falar com o presidente Bolsonaro. Dos que chegaram ali, apenas os quarenta primeiros conseguiram entrar. Ficamos então do lado externo e, como no dia anterior, o clima era positivo. Isto contagiava as pessoas e os vídeos gravados circulando mostram claramente isso. Haviam alguns canais de YouTube gravando e parecíamos até importantes. Por aí se percebe como faz diferença haver canais independentes de divulgação. Se não fosse por isto, todos estas momentos seriam esquecidos.

Por fim, à tarde, fomos para a Câmara e nos dirigimos à entrada lateral do prédio. Neste pequeno espaço os deputados eram obrigados novamente a passar no meio das pessoas e a ver suas bandeiras, escutar seus aplausos ou, conforme merecido, suas vaias. Então fez sim muita diferença cada um que saiu de sua cidade para ir a Brasília. Foram as vozes representando quem não podia estar lá que fizeram tudo isso acontecer. Se não tivesse visto e participado até duvidaria mas afirmo: as pessoas comuns, quando se levantam, tem poder. Cada voto conta. Cada opinião conta. E cada um de nós, que é visto pelas pessoas que elegemos, conta. Políticos ruins não tem medo da polícia. Tem medo apenas de perder voto. Nunca isto foi tão verdade.

Isso tudo é o começo. Sim, ter voz e ter organização faz diferença. Nesta segunda-feira isto foi provado. Agora, daqui por diante, temos uma escolha: ou nos calamos e deixamos que eles façam o que querem. Ou nos mantemos ligados, prestando atenção, criticando, elogiando e, principalmente, vendo quem é quem.

Por isso tudo o que foi dito é que o regime em que vivemos se chama Democracia Representativa e poder influenciar nas decisões destes nossos representantes é um poder que tento aqui descrever para vocês o quanto é real.

Povo de bem: usem este poder!

Confira os vídeos:

Luiz Henrique Maleski (Colunista) Nascido em Curitiba, engenheiro civil formado pela UFPR em 1991, atuando com orçamento e planejamento desde 2005, pré-candidato a vereador por Curitiba em 2020. “Acredito e defendo que as pessoas de bem, com qualidades e boas ideias, devem se envolver em política. Porque são as pessoas de bem que podem fazer com que as boas ideias se tornem realidade”.
Contato: Facebook | Linkedin | Youtube

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

WhatsApp Receba as notícias do Relevante