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Começa com aprovação automática e termina com profissionais medíocres

"Hoje no Brasil, temos aprovação automática na base, cotas facilitadoras de ingresso nas universidades e outros artifícios que só servem para nivelar por baixo o ensino, formando, cada vez mais, profissionais medíocres e despreparados", revela Nelson Fonseca em novo artigo

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A Universidade é para todos? Não
O ensino superior deveria ser, como outrora, para poucos, para uma elite privilegiada, intelectualmente privilegiada.

Uma grande obra arquitetônica não se faz só com engenheiros. Precisa também de técnicos, de pedreiros e serventes.

Um bom hospital não se faz apenas por médicos. É preciso técnicos de enfermagem, secretárias, serventes e cozinheiras.

Hoje no Brasil, temos aprovação automática na base, cotas facilitadoras de ingresso nas universidades e outros artifícios que só servem para nivelar por baixo o ensino, formando, cada vez mais, profissionais medíocres e despreparados.

Os critérios de admissão nas universidades, antes rigorosos e seletivos, serviam de crivo de excelência. Uma espécie de funil onde apenas os mais capacitados eram selecionados. Hoje os universitários não sabem sequer escrever direito.

Oportunidades? Elas eram iguais. Os níveis de inteligência é que eram (e são) diferentes. Daí alguns se transformavam em engenheiros, médicos e cientistas, outros em técnicos ou até mesmo permaneciam nos níveis menos exigentes, porém igualmente importantes dentro da sociedade.

Lembro-me quando estava no segundo grau e o colégio em que eu estudava criou uma turma especial para cada série. Nessas turmas eram colocados os melhores alunos. Isso servia para que o ensino não fosse nivelado por baixo. Nessas turmas os professores poderiam avançar à níveis inalcançáveis por alguns alunos. Os critérios de seleção eram as notas e o desempenho de cada um.

Da mesma forma deveriam voltar a ser as faculdades e universidades.
Quando se criam mecanismos facilitadores, nivela-se por baixo.

Agora temos a “aprovação automática” nas escolas. Qual é o incentivo que a criança tem de estudar, de exercitar os seus neurônios, de superar seus próprios limites, se ela sabe que não será reprovada?

Saudades da época quando os que não passavam de ano ficavam sem presente de Natal.

Hoje é normal encontrarmos engenheiros e advogados dirigindo veículos de aplicativo e trabalhando com delivery. Quais os motivos? Excesso de profissionais no mercado? Talvez, mas não é só isso, é também incompetência. Eles descobrem na hora de ingressar no mercado de trabalho que não sabem absolutamente nada.

Lembro quando eu trabalhava na área de TI de uma grande multinacional e recebíamos estagiários que não sabiam sequer a diferença entre bits e bytes.

O que estão fazendo não é “inclusão”, é a banalização, é a mediocrização, é a vulgarização do ensino e a consequente formação de pífios profissionais.

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Nelson Fonseca (Colunista) É profissional de TI aposentado, de direita, conservador, patriota e cristão. Atualmente luta, incessantemente, contra o Comunismo e a degradação social e dos conceitos cristãos.

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