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A importância do Brasil para a China e para o mundo

"Ouço falar apenas da importância da China para a economia brasileira, mas nunca ouço falar da importância do Brasil para os chineses", questiona Nelson Fonseca em novo artigo

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O Brasil tem que se livrar desse complexo de inferioridade e dependência. Temos que aprender a defender nossa soberania e enaltecer a nossa importância no cenário mundial.

A China é hoje o maior exportador mundial. Isso deve-se principalmente ao baixo custo da sua mão-de-obra, em regime de semi-escravidão. Nós somos apenas o 27° colocado, porém temos o maior potencial de crescimento entre todos os países do mundo.

Em relação à produção de alimentos, o Brasil tem potencial para suprir toda a demanda chinesa, mesmo utilizando apenas 7% do nosso território para o agronegócio.

Apesar do nosso grande potencial de crescimento agropecuário, ficamos engessados por políticas equivocadas de proteção ambiental e indígena que só favorecem aos interesses estrangeiros.

Enquanto a Índia utiliza 60% do seu território para o agronegócio, os EUA utilizam 19%, a própria China 18% e até nossos hermanos argentinos utilizam o dobro do Brasil, 14%, enquanto o Brasil utiliza apenas 7%.

Acorda Brasil! Precisamos mudar esse cenário.

A ONU prevê a necessidade de aumento de 70% na produção mundial de alimentos até 2050. O Brasil é o país que tem o maior potencial para suprir essa demanda.

Em 2019, a Balança Comercial Brasileira com a China fechou com superávit de US$ 27,6 Bilhões. Ou seja, neste período exportamos mais do que importamos da China.

É importante destacar que: “exporta” quem pode e “importa” quem precisa.

Eu estaria sendo hipócrita se falasse que, em caso de um rompimento comercial, as exportações para a China não teriam grande impacto na nossa economia. É lógico que sim.

Já as importações nem tanto, pois tratam-se, em sua grande maioria, de produtos industrializados supérfluos e de qualidade “Xing-ling”.

Nesse cenário, a China estaria em desvantagem e teria sérios problemas de abastecimento. O Brasil é o seu principal fornecedor de soja, carne bovina, carne de frango, carne de porco, açúcar, café entre outros agroprodutos. Também exportamos para os chineses petróleo, ferro, cobre, celulose e couro, entre outras matérias primas essenciais para fabricação de suas bugigangas.

Não estou defendendo um rompimento comercial com a China. Defendo apenas que o Brasil assuma o protagonismo nas relações comerciais e a independência nas relações politicas e diplomáticas.

Nosso cacife é muito grande. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, suína e de aves, além de açúcar, café e suco de laranja e o segundo de soja e milho.

Somos o segundo maior exportador de alimentos do mundo, com previsão de assumírmos a primeira posição dentro de poucos anos. Batemos recordes de produção agropecuária a todo momento.

Estamos numa posição privilegiada em relação à China e ao resto do mundo. Basta que tenhamos condições de explorar todo nosso enorme potencial.

Então você coloca, de um lado o maior produtor de alimentos do mundo, do outro um país com 1,5 bilhão de pessoas que precisam comer. Quem tem que mandar nas ações?

Temos que assumir o protagonismo, ter consciência da nossa importância no cenário mundial e também tomar certas precauções.

A China não quer apenas comprar “do” Brasil. Ela quer comprar “o” Brasil. Justamente para tentar diminuir essa “dependência”, explorando essa “grande fazenda” chamada Brasil.

É importante também que o Brasil “pulverize” suas exportações entre outros países do mundo. Precisamos acabar com essa suposta dependência criada pelos últimos governos, que procuravam sempre concentrar nossas negociações com países do bloco comunista.

“Não devemos manter todos os ovos no mesmo cesto”.

Temos que ter a consciência do nosso valor e enterrar de uma vez por todas esse nosso complexo de cachorro vira-lata e assumir nossa real posição no cenário mundial.

Nelson Fonseca (Colunista) É profissional de TI aposentado, de direita, conservador, patriota e cristão. Atualmente luta, incessantemente, contra o Comunismo e a degradação social e dos conceitos cristãos.

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