Colunistas A Imoralidade em Seguir a Lei

A Imoralidade em Seguir a Lei

“Quando a sociedade começa a discutir se está certo prender um cidadão que apenas saiu para trabalhar, ou se a execução de um militar que estava disposto a seguir a ética e moral se negando a seguir decretos inconstitucionais passa a ser questão interpretativa de certo ou errado, é sinal de que o alarme soou e a linha entre racionalidade e aceitação por imposição foi transgredida", revela Henrique Gustavo em novo artigo

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Temos presenciado momentos absurdos, em que agressões, prisões e retirada de direitos passaram a ser tratadas como ocorrências aceitáveis por parte da sociedade.

A questão da constitucionalidade do lockdown (e também do toque de recolher) x já foi colocada em diversos artigos no Relevante News. Entretanto, vale pontuar que defensores da prática argumentam que as cláusulas pétreas são sujeitas a interpretação por estarmos em estado de sítio. Contudo, se estamos, alguém precisa avisar o Presidente da República, pois ele é a única autoridade com poder para decretá-lo, e o fato de não ter declarado já exclui esta possibilidade interpretativa.

Lockdown não é Estado de Sítio. É um nome para você aceitar calado que retirem seus direitos.

Outro argumento que uma parcela vem querendo empurrar para a massa é o seguinte: “O direito coletivo se sobrepõe a liberdade do indivíduo.”

Lembre-se, frases de efeito e fáceis de serem replicadas sempre fizeram parte do modus operandi da esquerda e muita gente ainda cai nessa, inclusive nas redes sociais – não só com frases, mas com hashtags e fotos de perfil produzidas com cores ou slogans…

É claro que o bem coletivo passa pelo individual (desde que não haja prejuízo para com o indivíduo), mas o Estado está permitindo que tal seja atingido sem detrimento do outro? Se não, é falho pensar desta forma. Você não pode ser privado de buscar sua alimentação – e consequentemente saúde – através de seu trabalho honesto, apenas porque o Estado diz que “isso é melhor para a maioria”, sem lhe oferecer alternativas. Vale dizer que MESMO que o Estado desonerasse o indivíduo (dando-lhe, por exemplo, isenção de impostos), ainda assim nada disso seria constitucional (lembre-se que NÃO estamos em estado de sítio), pois você estaria sendo proibido de juntar dinheiro, riqueza, através de seu trabalho.

Direito não é uma ciência exata, mas o texto constitucional sobre as cláusulas pétreas é claro. A interpretação voltada para dar autoridade aos estados e municípios (se sobrepondo à União) para retirar esses direitos dos cidadãos sem a declaração de estado de sítio, só é possível por viés e inclinação política.

Isto posto, voltemos ao tópico. Quando a sociedade passou a fazer vistas grossas ao ver atos criminosos? Ou, pelo menos, quando se tornou tão covarde ao ponto de não os questionar?
O domínio pelo medo faz parte do arsenal da esquerda e, pela apatia de alguns, parece que vem funcionando. O bom, é que muitos cidadãos estão reagindo; conscientes de que seus direitos são garantias e garantidos.

O caso do herói, o soldado da Polícia Militar da Bahia, Wesley Soares Góes, assassinado por membros da própria corporação por não aceitar seguir as ordens de um governo covarde, é um desses exemplos. Antes de morrer, ele disse:


“ Eu não vou deixar, não vou permitir, que violem a dignidade humana do trabalhador.”



De forma dramática, a frase traz à memória a perfeita encarnação do nosso – mais que necessário de ser lembrado agora –, Hino da Independência do Brasil.

“…
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

…”

Não a toa, as palavras liberdade/livre, só aparecem menos que as palavras pátria/Brasil no hino.
Quantos estão dispostos ao sacrifício feito por Wesley?
Quantos farão como ele, assim como no hino em outro trecho:

“…
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

…”

O ato triste, marcante, histórico (sim, nossos filhos e netos com certeza irão conhecer a história de Wesley Góes), pode ter servido para os militares que não estão mais aguentando tamanha tensão se posicionarem ao redor do Brasil.

O policial que honra sua farda, não serve o estado para perseguir trabalhador. Como dito por próprios militares, muitos estão sucumbindo, cometendo suicídio por não suportar o fato de estarem sendo colocados contra a população. De deixar de prender vagabundo pra prender trabalhador, pai e mãe de família que saem de casa em busca do pão.

O ato heroico de Wesley, com certeza voltou a acender essa chama em parte da população que não suporta a tirania imposta. Que entende e acredita que devemos lutar, inclusive com a vida, por um país livre para nossos filhos e netos.

A lei não é para ser cegamente seguida (se você assim o faz, cuidado), mas deve ser sempre questionada. Se ela te enfraquece, não permita.

Isso não vale apenas para o trabalhador civil, mas também para os militares que desonram a farda, agindo contra sua pátria! Dos guardas municipais e fiscais, já esperamos que não venham controvérsias aos seus patrões (prefeitos e governadores). Eles são peças pequenas que trocam a dignidade e a ética por garantias. Esquecem de olhar para um todo. Se eles recebem o salário fechando estabelecimentos, o problema é do trabalhador que não é “essencial” para eles.

Talvez estejamos nos aproximando de um momento sem volta, como a cena do filme “V de Vingança”… Wesley despertou esse sentimento de “Basta!” em algumas pessoas. De quantos Wesleys precisaremos para esse movimento atingir o Brasil? Ou será que Wesley precisará ser uma criança ou uma figura que nem a própria imprensa consiga se manter calada contra esses crimes contra a sociedade? Creio que quando isso acontecer, não será uma onda, será um tsunami varrendo prefeituras (e câmaras de vereadores, pois os munícipes estão de olho em quem está omisso).

O silêncio de quem discorda do errado, é cúmplice do erro.

Aos poucos, a omissão vem deixando de existir. O cinto vai apertando e ficando inviável até ao mais hipócrita assalariado que está em casa recebendo permanecer calado, pois aos poucos, percebe que seu “contracheque” corre riscos de não ser pra sempre.

Wesley Soares Góes, muitos estão surtando em seus lares, mas sabemos que você não teve nenhum, NENHUM surto psicótico. O que você teve foi a indignação real de ver está mídia nojenta, além de governadores, prefeitos e ministros do Supremo Tribunal Federal fazendo de tudo para destruir nossa Pátria Amada, nossa LIBERDADE.

Precisamos de mais heróis como você em todas as frentes! Nas polícias, nas ruas, na política, na comunicação – Sim, na comunicação. Pois com a mídia que temos hoje, esta que anseia para que reabram as torneiras dos cofres federais, o que se vende é desgraça e mentiras, como a narrativa de que é justificável o assassinato de Wesley Góes! – Dispostos a dar a vida em troca da liberdade para os futuros filhos da Nação!
O corpo não é pra sempre, somos perecíveis ao tempo, mas o nome? O nome não! E o seu não será esquecido!

Luther King resume bem esse ponto.
“Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver.”

Eu acredito no Brasil, acredito que estes que orquestram contra o povo, contra a liberdade e contra soberania do País pagarão e caro por isso.
Acredite também, não desanime!
Creia e confie!

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.”
Mateus 5:6

Henrique Gustavo (Colunista) É administrador de empresas e trabalha no setor farmacêutico. Também é hipnoterapeuta e pensador. Nas horas vagas, estuda o setor financeiro, ajuda pessoas com problemas e passa tempo com a família.

Henrique Gustavo
É administrador de empresas e trabalha no setor farmacêutico. Também é hipnoterapeuta e pensador. Nas horas vagas, estuda o setor financeiro, ajuda pessoas com problemas e passa tempo com a família.

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