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A Grécia, o Brasil e o STF: a kakistocracia brasileira

"O judiciário de forma tirânica quer se transformar numa espécie de oligarquia absolutista, exatamente como fizeram todos os revolucionários assassinos da Revolução Francesa", revela João Carvalho em novo artigo

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Platão verificou em seu livro A República algumas formas de governo juntamente com suas deturpações e deformidades. E verificou os ciclos em que um país pode entrar. Para esse grande gênio da filosofia clássica as formas de se exercer o poder chamou a atenção dele, pois ao observar a forma também observou os seus vícios.

Política para Platão não era só uma ciência, mas também uma nobre arte de conduzir um povo ao seu bem-estar com a finalidade última de se alcançar a cidadania e o bem comum. Se isso não estivesse a ocorrer é porque houve uma falha enorme na educação desse mesmo povo que estaria interessado apenas em suas satisfações pessoais e suas paixões.

Para Platão as formas de governo puras são: democracia, aristocracia e a monarquia

E as formas impuras de governo são: anarquia, oligarquia e a tirania. Então vamos colocar em ordem todas elas. Um país afundado na anarquia faz surgir um “monarca”, como se fosse um salvador da pátria, porém, essa monarquia pode se desenvolver para uma tirania (ditadura). O monarca ou o tirano se tornam um autocrata que subjuga toda a nação. No momento em que surgem a tirania, vem com ela uma aristocracia. Só uma aristocracia pode e dá conta de derrubar uma ditadura tirânica. Sendo assim, os aristocratas passam a governar. Mas também essa mesma aristocracia pode se desvirtuar numa oligarquia dominadora e corrupta onde poucos serão ou terão o domínio sobre a totalidade da nação. E, para se derrubar uma oligarquia, somente o povo pode fazer isso, ou seja, só a democracia (o povo) pode derrubar uma oligarquia.

Mas mesmo uma democracia constituída diretamente pelo povo ou por seus representantes também pode se desvirtuar e se transformar numa OCLOCRACIA, que é a tomada de poder pelas multidões descontroladas (assim como foi na Revolução Francesa). Tal multidão “coloca” alguns representantes e estes se colocam acima do poder legítimo por total falta de limites a eles, pois, afinal de contas, foi a multidão descontrolada que colocou representantes descontrolados e desvairados apenas para fazer valer seus intentos corruptos. Tal multidão torna-se detentora dos negócios públicos, dos serviços públicos e das forças públicas. A coisa fica totalmente fora do controle e irracional. Pois não é praticamente igual ao que aconteceu na Revolução Francesa e também na Revolução Bolchevique?

Resumindo esse texto até aqui em um esquema:

Anarquia → Monarquia → Tirania → Aristocracia → Oligarquia → Democracia → Oclocracia → e, por fim, KAKISTOCRACIA

e recomeçamos de volta na anarquia e o ciclo vai se desenvolvendo e se refazendo ao longo das décadas.

O Brasil está numa situação pré-anárquica há várias décadas

Hoje o nosso país, infelizmente, é uma kakistocracia (palavra que foi retirada dos dicionários há mais de cem anos) que significa, o governo dos menos capazes, o governo dos mais ignorantes ou o governo dos mais corruptos. Kakistói = piores e kratos = poder → ou seja, o poder ou o governo dos piores elementos de uma multidão louca e histérica. Alguém por acaso tem alguma dúvida de que o Brasil há décadas vem sendo governado pelos piores elementos da política e da sociedade? Elementos que só governam exclusivamente para seus próprios interesses e para o permanente detrimento de todas as outras. Se alguém ainda tem dúvidas sobre isso é porque não estudou com seriedade a história política do Brasil depois de 1889 pra cá. E aqui faço uma ressalva importantíssima que é a exclusão desse atual governo do nosso presidente Bolsonaro, pois ele conseguiu formar uma espécie de “dream team” para os seus ministérios, principalmente, na parte econômica e infraestrutura. Sem deixar de citar a extinção da roubalheira no governo federal. Mas em se tratando de kakistocracia, da Dilma e Lula pra trás… um Deus nos acuda!!!

Os 4 cavaleiros do apocalipse: Michel Temer, Lula, Sarney e Dilma na posse do novo presidente do TSE, Alexandre de Moraes (16/08/2022),
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O PT e toda a esquerda brasileira juntamente com uma grande parte dos políticos “coronéis” brasileiros são kakistocratas guindados ao poder pela oclocracia. Ou seja, os piores chegam ao poder por uma multidão enlouquecida e histérica. Cada estado brasileiro tem a sua parcela de multidão descontrolada que vota naqueles que são os piores elementos de seus respectivos estados, infelizmente!!!

Voltando aos filósofos, Aristóteles nos ensina que as forças políticas de um país devem se equilibrar para que seja justo. As três forças são: a força do monarca (presidente), a força da aristocracia (Congresso Nacional e judiciário) e a força legítima do povo que é a democracia. O monarca/presidente fiscalizando e limitando a aristocracia/Congresso e judiciário, que limita e fiscaliza o povo/demo que por sua vez fiscaliza e limita os anteriores. Exatamente como um ciclo constante de estabilidade e harmonia entre as três forças. Se fosse um triângulo seria equilátero, três lados iguais em poder para limitar e fiscalizar um ao outro. Nenhuma dessas forças podem ser maior ou menor que as outras forças.

Hoje no Brasil isso não se verifica há muito tempo. Infelizmente desde 1889, após um golpe covarde e vergonhoso dos positivistas sobre um monarca do mais alto grau intelectual e que manteve a união do Brasil de forma intacta para todos nós brasileiros. Nessa época, após o golpe, os militares (também positivistas) governaram, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Após esses dois, toda uma série de “governantes” de São Paulo e Minas Gerais, todos, absolutamente todos eram da aristocracia econômica que se transformou numa pérfida oligarquia que só trabalhou para seus próprios interesses e desprezou todo o resto do país e da nação.

Nesse período era o poder executivo a desequilibrar a ideia de Aristóteles. Após este período, surge um populista simpatizante do fascismo italiano, Getúlio Vargas, e este “acaba” com essa oligarquia e fortalece mais ainda o mesmo poder executivo central. Ao longo do tempo foi o poder executivo a desequilibrar as forças políticas.

Os Estados que obtiveram grande sucesso econômico e social têm suas forças políticas em equilíbrio. Ao passo que, os Estados sem sucesso econômico e bem atrasados possuem um desequilíbrio enorme entre suas forças políticas, e isso é um perigo para qualquer nação no mundo. Caso haja o fortalecimento de qualquer um dos poderes em detrimento dos outros dois, certamente o país trilhará o caminho da tirania, da oligarquia ou da oclocracia.

Hoje o Brasil vive um grande desequilíbrio entre seus poderes

O judiciário juntamente com o Congresso se colocam acima do poder executivo. Sendo o judiciário a tomar a proeminência dentre os três, tomando para si prerrogativas do próprio legislativo apequenado e acovardado por kakistocratas da pior qualidade. O judiciário de forma tirânica quer se transformar numa espécie de oligarquia absolutista, exatamente como fizeram todos os revolucionários assassinos da Revolução Francesa. Hoje o STF (Suprema Tirania Federal) quer fazer as vezes (tomar o lugar) tanto do Congresso como do presidente da República. O STF está trilhando o caminho dos revoltosos iluministas da Revolução Francesa trazendo para si os poderes do “Comitê de Salvação Nacional” ou do “Comitê de Salvação Pública” e por último trazer para si o poder do “Tribunal Revolucionário”.

A forma de equilibrar essa situação eu falarei no próximo artigo. Até lá senhores. Brasil, acorde!!!

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João Carvalho (Colunista) – Economista pós graduado em gestão empresarial pelo CEFET-RJ
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João Carvalho
Economista pós graduado em gestão empresarial pelo CEFET-RJ

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