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A Chinezuela e a Argenchina

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Participaram desse encontro representantes dos partidos de esquerda da Argentina, Aruba, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Trinidade e Tobago, Uruguai e Venezuela, além da asiática China.

O Foro de São Paulo, para quem não sabe, é um grupo político de esquerda fundado em 1990 pelo ex-presidente cubano Fidel Castro e o ex-presidente brasileiro Lula, para organizar e traçar planos para uma investida comunista na América Latina.

Dois anos depois, em 2019, aconteceu o 25° Encontro do Foro de São Paulo, dessa vez em Caracas, na Venezuela. Nesse encontro, os partidos de esquerda da China e da Venezuela ampliaram as suas relações, devido à grave crise econômica vivida pela Venezuela.

A China, oportunista, se tornou um dos parceiros comerciais mais importantes da Venezuela. Nesta edição do Foro, o Partido Comunista Chinês fortaleceu os laços com o Partido Socialista Unidos da Venezuela, fundado pelo ex-presidente Hugo Chávez.

O fato da Venezuela estar em um profundo caos econômico, fez com que a China se tornasse a sua grande credora em troca de pagamentos via ativos. O petróleo era a moeda utilizada, até que a produção da estatal venezuelana PDVSA despencou.

Em função disso, a Venezuela disponibilizou vários outros ativos como garantia dos empréstimos. Até mesmo grandes propriedades rurais foram utilizadas como pagamento. Tudo isso fez com que a Venezuela ficasse literalmente nas mãos dos chineses.

Daí surgiu a “Chinezuela”.

A Argentina se encontra em uma situação parecida. Totalmente endividada e afundada numa crise politico-econômica sem precedentes.

Para a China, a Argentina tornou-se também muito interessante.

Mas, ao contrário da Venezuela, a Argentina possui um moderno parque industrial, fazendas agropecuárias produtivas e uma grande produção de carne bovina. Isso fez brilhar mais ainda os apertados olhos chineses.

Com linhas de crédito com baixíssimas taxas de juros, a China conseguiu o aval do governo argentino para participar de projetos e comprar empresas, obtendo concessões que representam uma grande vantagem estratégica para os chineses.

Um exemplo é o projeto da construção da usina nuclear de Atucha III, com capital e tecnologia chinesa, além de uma misteriosa base militar chinesa instalada em solo argentino.

O governo de esquerda da Argentina busca na China o dinheiro para pagar suas dívidas com credores internacionais e com o FMI e tentar sair da crise em que se encontra. Para isso “abriu as pernas” para a participação chinesa em concessões estatais estratégicas, colocando em risco a sua soberania e se rendendo aos “encantos” do dinheiro do Partido Comunista Chinês

Foi assim que os hermanos se tornaram a “Argenchina”.

Qual seria o próximo e mais importante passo da China na ocupação da América Latina? O “fazendão” chamado Brasil. Fonte inesgotável de alimentos para os seus 1,5 bilhão de habitantes.

Além disso, dominar o Brasil seria como dominar toda a América Latina, devido à nossa importância na geo-política mundial.

Só que, no Brasil, a situação é bem diferente. Apesar de existir uma grande dependência comercial, ela pode ser considerada bilateral, pois tanto os brasileiros precisam vender, como os chineses precisam comprar. Além disso, o Brasil está longe de uma crise financeira, com a ótima atuação da dupla Bolsonaro-Guedes.

Muito pelo contrário. Não precisamos de dinheiro e não temos dívidas com organismos ou credores internacionais.

Além disso, o Bolsonaro, patriota e nacionalista, não tem nenhum interesse em vender o Brasil para a China.

Dessa maneira, restou aos chineses a estratégia de participar de licitações e adquirir espaço sem a participação do governo federal no processo.
Para isso, conta apenas com políticos corruptos e gananciosos, como os que encontrou em São Paulo, por exemplo.

Apesar da resistência de Bolsonaro, o Governo Federal, encontra-se numa “sinuca de bico”: a possibilidade de retaliação na compra de commodities brasileiros, caso não permita a participação da Huawei no leilão do 5G.

Excluir a Huawei do leilão poderá gerar retaliações, principalmente nas relações comerciais nas áreas de agronegócio e minérios.

Não sou nenhum especialista, mas eu “pagaria para ver”. Como já disse outra vez, “exporta quem pode e importa quem precisa”.

Acho que, em caso de retaliação, poderíamos “pulverizar” nossa produção entre outros países do mundo, por exemplo. Enquanto que a China teria sérios problemas de abastecimento.

O importante é continuar mantendo, custe o que custar, a nossa autonomia e não permitir jamais uma invasão comunista em nosso país.

A verdade é que assuntos como Huawei colocarão o Brasil no meio da tensão entre EUA e China. Com certeza, a maioria que elegeu o Bolsonaro já escolheu de que lado devemos ficar, nesse imbróglio.

Nelson Fonseca (Colunista) É profissional de TI aposentado, de direita, conservador, patriota e cristão. Atualmente luta, incessantemente, contra o Comunismo e a degradação social e dos conceitos cristãos.

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