Colunistas Clístenes e a Democracia: Onde Bolsonaro entra nessa história?

Clístenes e a Democracia: Onde Bolsonaro entra nessa história?

"O Brasil precisa transferir uma maior quantidade de poder ao povo, ou seja, maior poder político e econômico para suas bases distritais, para suas “demos”, que é onde o povo vive", destaca João Carvalho em artigo

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Em artigo anterior, Bolsonaro Despertou Sentimentos de Patriotismo, Grandeza e Amor à Pátria, vimos a vitória do povo ateniense contra um traidor que recorreu ao exército de um inimigo e juntamente com esse povo corajoso veio Clístenes como líder e governante de Atenas.

Pois bem… o que foi que Clístenes fez após a grande vitória do povo?

Clístenes não quis governar Atenas sobre as mesmas bases da monarquia e da aristocracia. Clístenes optou pela DEMOCRACIA. Ele governou Atenas junto com o povo; colocou o povo na estrutura de poder sem se desfazer e sem destruir a estrutura político-social já existente da época. Ou seja, Clístenes não deu uma de revolucionário Iluminista ou comunista que sempre tem em mente a destruição de seu passado e começar algo novo que eles mesmos nem sabem o que.

No quarto ano de governo Clístenes distribuiu pela primeira vez toda a população em 10 tribos no lugar das tão somente 4 que haviam.

Partilhou as regiões em “Demis” ou “Demos” como conhecemos hoje.

Demi = metade ou dividido em metades;

Demo = povo;

Clístenes subdividiu a Grécia antiga regionalmente em circunscrições político-administrativas. Dividiu o território do país em 30 partes ou 30 demos. Dez demos aos distritos da região urbana, dez demos aos distritos do litoral e dez demos aos distritos do interior. Ao fim de seu governo ele havia feito 139 demos em todas as regiões da Ática (Grécia). Clístenes DEMOCRATIZOU o acesso de todas as tribos ao ponto de cada tribo tivesse acesso a uma participação em todos os distritos de cada demo.

Cada demo era autônoma dentro do Estado, cada uma delas passou a ter total autonomia religiosa, cultural, tributária, militar, política e econômica. A partir de então surgiu a ideia ou o conceito de CIDADANIA e de IDENTIDADE e a noção de PERTENCIMENTO. A Grécia se tornou um país dividido em demos e cada demo era dividido em distritos. Dessa forma, a democracia e o voto para escolher seus governantes era DISTRITAL.

Percebam que o termo “democracia” não é o “povo governando” e nem o “povo mandando”, mas sim cada distrito se auto governando economicamente e politicamente de forma autônoma e através de representantes íntimos de sua localidade, conhecidos pelo povo de seu distrito. Sendo assim, o povo grego sabia a quem recorrer e de quem cobrar suas demandas sociais.

A Grécia mais ou menos no ano 504 a.C já era uma democracia representativa distrital, onde todos os representantes eram íntimos dos seus concidadãos de seus respectivos distritos/demos.

ISSO SIM É DEMOCRACIA COM TODAS AS LETRAS MAIÚSCULAS!!!

E o Brasil?

Em pleno ano de 2022 ainda divaga, patina, escorrega com seus “representantes” eleitos pelo voto proporcional, que é uma aberração que distorce totalmente a representação popular elegendo gente com pouquíssimos votos em detrimento de outros que obtiveram expressivos votos. Um completo desrespeito à vontade eletiva do povo e um privilégio picareta aos inúmeros “partidinhos de gaveta” registrados nas Jabuticabeiras dos TREs e TSE. (tribunais venais que só existem no Brasil e que nunca houve um porquê verdadeiro para a existência dessa “jabuticaba”)  

Na época de Clístenes, ao democratizar a Grécia, ocorreu algo super- interessante pessoal: 

1) pararam de tributar o povo; 
2) o Estado parou de limitar a economia com burocracias, impostos e taxas; 
3) o Estado parou de se intrometer na vida das pessoas. Só essas a título de exemplo.

Vejam senhores que coisa magnífica que ocorreu em 504 a.C. Se o povo começa a governar a sua própria demo, logo, fica muito difícil de os próprios cidadãos legislarem contra si mesmos e de se auto imporem impostos, encargos, burocracias, limites e mais e mais dificuldades, não é mesmo?

Pois é exatamente o oposto que ocorre aqui no Brasil. O Brasil é extremamente centralizado na burocracia de Brasília graças a uma Constituição extensa e prolixa de caris socialista que confere amplos poderes ao executivo e ao legislativo e que blinda quase que por completo o judiciário. Os estados brasileiros só podem fazer aquilo que a Constituição não define como sendo privativo ou exclusivo do governo federal e os municípios são completamente dependentes de verbas da União e dos estados.

Resumindo: o Brasil é centralizado como se fosse um país unitário como em uma ditadura comunista onde os governos estaduais podem muito pouco e os municípios vivem à mingua.

Sobre isso faço algumas observações: o ex-presidente Bolsonaro ficou perto do povo como nunca vimos antes; baixou os impostos de centenas de produtos; acabou com a mamata de milhares de funcionários fantasmas e economizado bilhões com isso; deu satisfação ao povo brasileiro sobre seu governo e seus feitos; despertou a auto estima da nação. Bolsonaro trouxe de volta o sentimento de nação e de pertencimento ao povo brasileiro. E por fim, trouxe de volta o patriotismo há muito tempo perdido dos corações dos brasileiros, e de quebra fez o povo se interessar novamente por política.

Assim como foi com Clístenes, há mais de 2500 anos atrás, Bolsonaro não sucumbiu às pressões nefastas da mídia bolchevique e corrupta do Brasil, não se deixou cooptar pelas facilidades que o Congresso poderia lhe oferecer para dar à ele um governo “tranquilo” como foi com os governos da social democracia (socialismo democrático) e dos petistas extremamente corruptos.

Clístenes revigorou a Grécia com uma democracia de verdade. E Bolsonaro trouxe maior clareza ao povo de como as coisas funcionam aqui em Brasília.

A maioria dos países civilizados e ricos adotam a forma distrital de eleição de seus representantes, dão satisfação de seus mandatos, respeitam e ouvem seus eleitores de seu respectivo distrito. Exatamente como Clístenes fez, os países ricos e civilizados o fazem. E o nosso ex-presidente, na medida do possível, fez o mesmo junto ao povo.

A Constituição de 1824 (do Império) dava ao Brasil essa mesma condição dos países civilizados e perdemos isso por causa de um golpe covarde que fora dado pelos positivistas maçons que jogaram o país em mais de cem anos de ditaduras, golpes, tentativas de golpes, levantes insurreicionais, comunismo e fascismo, tudo adornado com profundas instabilidades econômicas, políticas e sociais.

Repito: foi graças aos positivistas, graças a essa filosofia (filhote filosófico e sociológico do Iluminismo) trazida por um militar, Benjamin Constant, e disseminada na cabeça dos jovens cadetes da época, que o Brasil nunca mais conseguiu ser e ter grandeza política, cultural e econômica.

O povo brasileiro precisa urgentemente rever essa situação e os militares principalmente. O Brasil precisa transferir uma maior quantidade de poder ao povo, ou seja, maior poder político e econômico para suas bases distritais, para suas “demos”, que é onde o povo vive.

A concentração de poder político e econômica nas mãos de poucos é algo que precisa ser revista o mais urgente possível. Um país nas mãos de poucas famílias corre um risco imenso de venderem sua soberania e suas riquezas para estrangeiros, assim como fez o traidor Iságoras (em artigos anteriores).

Foi necessário o surgimento de Clístenes para trazer de volta a Grécia para o povo grego, mais ou menos o que Bolsonaro tentou fazer aqui: trazer o Brasil de volta ao povo brasileiro.

A título de melhor explicação sobre esse assunto, eu recorro à história dos EUA: da mesma forma que houve uma grande descentralização na Grécia de Clístenes, assim também ocorreu nos EUA quando de sua fundação. O presidente não podia intervir nos assuntos dos estados membros e os governadores não poderiam intervir nos assuntos dos municípios.

Dessa forma senhores, os limites são fixados do maior para o menor (de cima para baixo) e como consequência tem-se a liberdade do menor em relação ao maior, ou seja, liberdade de baixo para cima. É exatamente por tudo isso que no Brasil não se vê uma só Lei que tenha vindo do povo. Não há uma só Lei que tenha sido revogada por iniciativa do próprio povo brasileiro. Não existe nenhuma consulta ao povo para absolutamente nada. Nenhum referendo, nenhum plebiscito. O único referendo que tivemos foi o das armas em 2005, onde o povo brasileiro optou claramente 64% dos votos que queria possuir suas armas em casa. E nem isso, esses governos canalhas de esquerda souberam respeitar a vontade soberana expressa nas urnas.

No Brasil não se pede opinião ao povo sobre nenhum assunto, mesmo que seja de grande importância para as famílias brasileiras. O povo quer respeito às suas decisões e os políticos devem obedecer o povo sob pena de cair no “ostracismo”. Mas sobre a “ostraka” falarei em outro artigo.

Brasil, acorde!!!  

João Carvalho (Colunista) – Economista pós graduado em gestão empresarial pelo CEFET-RJ e Jornalista (0013491/DF)
Contato: joaoctc2007@gmail.com
Instagram: joaoctcarvalho

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João Carvalho
Economista pós graduado em gestão empresarial pelo CEFET-RJ

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