Morador do DF denuncia recusa hospitalar em adotar tratamento precoce para Covid-19

Apesar de ter 25% a 50% do pulmão comprometido, equipe do hospital Santa Lúcia em Brasília orientou paciente a ficar em casa e buscar o hospital caso piore

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Reprodução/Hospital Santa Lucia

Em uma publicação nas redes sociais, um morador de Brasília (DF) denuncia o descaso hospitalar em oferecer um procedimento adequado para atender pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. A situação atinge desde a falta de solicitação para testes conclusivos a omissão para o tratamento precoce.

Valter Ferreira Mendes Jr, relata que ao constatar uma série de sintomas para Covid-19 (tosse, garganta seca, nariz obstruído, perda do olfato e paladar e dor de cabeça) procurou o Hospital Santa Lúcia no dia 30 de junho e sem muitas considerações da equipe médica foi diagnosticado com “rinite alérgica e garganta inflamada” com prescrição de um antialérgico (Dicloridrato de Levocetirizina) e Dipirona.

Somente após o pedido insistente do próprio paciente, foram solicitados os exames sorológico e de PCR para o SARS-COV-2, realizados no dia 02/07. Nos dias seguintes, Valter conta que sentiu uma piora significativa no seu estado de saúde, outros sintomas começaram a se apresentar, como fadiga, dor no corpo, dor no pulmão ao respirar profundamente, além do agravamento da tosse e da dor de cabeça.

O resultado do exame foi disponibilizado três dias depois: Positivo para Covid-19. Valter informa que retornou ao Hospital no dia seguinte com o resultado em mãos. Realizou uma tomografia e exames adicionais os quais apontaram: “Achados consistentes com indicação clínica de pneumonia viral por SARS-COV-2 (COVID-19). Percentual de acometimento pulmonar entre 25 e 50%”.

“Mais uma vez, solicitei que indicassem o protocolo precoce adotado em vários países do mundo, inclusive no Brasil, citando os estudos realizados e os resultados obtidos pelo Dr Didier Rault em Marselle (FRA), o Dr. Zelenko de NY, o Dr. Paolo Zanotto (Prevent Senior – SP), Dra. Nise Yamagushi, entre outros, mencionando também o protocolo adotado pela UNIMED e o sugerido pelo grupo de 478 médicos do DF para o tratamento precoce da COVID-19,” explica ele.

Apesar de já ter uma parcela considerável do pulmão comprometido, a equipe médica se recusou a aplicar o protocolo de tratamento precoce, com a justificativa de “que tudo aquilo era ‘falácia’ e que não havia tratamento para a doença, que somente uma vacina poderia resolver e mesmo assim não antes de 2021…”

“Para minha surpresa ele me recomendou ‘retornar para casa em observação e em caso de piora retornar ao Hospital’. Foi aí que minha indignação chegou ao limite! Eu me levantei, e lhe disse que já estava na fase 2 da doença, com quase 50% do pulmão acometido, e que se piorasse, a próxima fase seria entubar!?”, expõe o brasiliense.

Valter decidiu procurar outro hospital que trabalhasse com os medicamentos para tratamento precoce (azitromicina + ivermectina + dexametazona). Ele afirma que, em cerca de 24 horas, deixou de sentir desconforto respiratório, dor de cabeça, fadiga, e houve melhora no quadro da tosse. Ao vivenciar diretamente os efeitos da Covid-19, o atendimento médico e o resultado do tratamento profilático, Valter lamenta:

“Quantas internações poderiam ter sido evitadas? Quantas vidas poderiam ser salvas? Assim como foram salvas milhares de vidas em Belém (PA) com a adoção do protocolo da UNIMED precocemente no aparecimento dos sintomas.”