Brasil O Jacarezinho e a bandidolatria

O Jacarezinho e a bandidolatria

"O que acontece no Brasil não é por acaso. A bandidagem que nos afronta e essa proteção dissimulada dos Partidos e da mídia é CONSCIENTE. Tem método nisso! E o método existe justamente para cumprir um plano", revela Pedro Delfino em novo artigo

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Na última quinta-feira (6), ocorreu a operação policial na favela do Jacarezinho (RJ) que a imprensa tem chamado de “chacina” por ser a operação com o maior saldo de mortes da história: 24 mortos.

É lógico que um episódio desses é um prato cheio para os jornazistas da mídia militarem a torto e a direito contra a polícia, contra o presidente e principalmente a favor de uma suposta perseguição a jovens e negros das comunidades. Os argumentos que usam para isso, no entanto, são dignos de boas risadas: “Por que não chegam atirando assim no Leblon?” — questionam os “especialistas” no assunto que não possuem experiência em subir favela nem para retirar pessoalmente a maconha que eles fumam. 

Para início de conversa, polícia nenhuma do mundo vai “chegar atirando” aleatoriamente. Se ela atirou, é porque foi recebida à bala primeiro. E aí já está a resposta para os que desejam saber o motivo da polícia não atirar no Leblon ou em nenhum outro lugar fora das favelas: simplesmente porque fora das favelas não existem traficantes armados até os dentes dando rajada de fuzil na direção dos policiais.

O que nos leva ao segundo ponto: o termo “chacina” pressupõe um massacre, em que uma das partes está indefesa e sem possibilidade de reagir. O que acontece nas operações policiais são CONFRONTOS com o crime organizado que, muitas vezes, possui armas até melhores do que as da Polícia. Portanto, se alguém está em posição de vulnerabilidade ali, são os policiais. Esse sutil jogo de palavras já é suficiente para revelar a maldade que há nas edições da imprensa, cuidadosamente pensadas para pintar os traficantes como oprimidos e a força policial como opressora.

Um ponto simples, porém crucial, que precisa ser entendido por todos é que 99% da sociedade é pacífica e obediente às leis. Ninguém acorda dizendo: “Que vontade de matar alguém hoje!”. E — olha só que interessante — as pessoas que se comportam assim normalmente não sofrem nenhuma retaliação de outras pessoas e nem da polícia. Mas, na medida em que um indivíduo está na casa dele e decide por livre e espontânea vontade afrontar todo esse sistema, transgredir uma série de leis e colocar a vida de inúmeros inocentes em risco, dispondo-se a pegar uma arma e sair à rua para assaltar, matar e desafiar a polícia, essa pessoa está PROVOCANDO e SE COLOCANDO numa situação de alto risco. A partir desse ponto, qualquer coisa que acontecer com ela é de responsabilidade inteira DELA MESMA. 

Mas essa lógica tão simples e elementar parece não se aplicar aos anjos do tráfico, que estão há décadas sob proteção dos Partidos de esquerda e da Mídia, que sempre se esforçam para amenizar as leis, reduzir as penas e transformar a visão das pessoas sobre o seu “honroso” ofício.

Na narrativa dessa gente, são apenas “vítimas” do sistema e, mesmo quando pegos de arma na mão, não passam de “suspeitos”. A insistência em protegê-los é descarada e revoltante, mas poucos sabem o real motivo disso, embora tenha uma clara explicação.

A Escola de Frankfurt, grupo de ideólogos comunistas do séc. XX, entendeu que a teoria de Karl Marx precisava de um ajuste se quisesse prosperar nas nações capitalistas ocidentais. Isso porque o proletariado, classe social que era o agente original da revolução, estava já muito “acomodado” nesses países com o conforto e a melhoria de vida que as economias de livre mercado proporcionam, para que pudessem querer se engajar com alguma revolução.

Sendo assim, eles pensaram que o agente tinha que ser outro: lumpemproletariadoque nada mais é do que a classe social que está imediatamente abaixo dos proletários. São eles: os bandidos, os drogados, as prostitutas, os mendigos, os desempregados. 

Os ideólogos de Frankfurt entenderam que era preciso encontrar aqueles que, de fato, não tinham mais nada a perder e incentivar todos os comportamentos “rebeldes” possíveis para que isso aos poucos levasse a sociedade ao colapso. Se o objetivo do comunismo é criar um outro modelo de sociedade que se firme sobre outras bases, então era necessário levar o modelo atual à decadência para que a substituição pela utopia marxista surgisse como a solução e não como uma imposição.

Foi assim que surgiu a tendência dos partidos de esquerda a incentivar tudo o que não presta, no que se inclui a bandidagem. 

Tanto é assim que, nos livros Comando Vermelho – A História Secreta do Crime Organizado e CV e PCC – A Irmandade do Crime (ambos do Carlos Amorim) e Quatrocentos contra Um (do William da Silva, fundador do Comando Vermelho), está contada a história de fundação do crime organizado no Brasil, que se deu no antigo presídio de Ilha Grande, em 1979, pelo encontro de bandidos comuns com os presos políticos (revolucionários da guerrilha comunista) dos tempos do regime militar.

Esse contato possibilitou um intercâmbio entre presidiários que estavam ali por assalto, roubo e assassinato e outros presos que estavam ali por terem sido treinados em táticas de guerrilhas cubanas para implementar a ditadura comunista no país. E dessa troca de experiências nasceu o Comando Vermelho, quando a esquerda se organizou para passar a sua expertise a esses “bandidos comuns” e fomentar a criação de um estado paralelo que se assemelhasse à narcoguerrilha colombiana das FARC.

Em 22 de outubro de 1981, o detento Vadinho deu uma entrevista à Isto É e disse: “Fiquei preso junto com os marinheiros de 64. Depois com os rapazes da ALN, MR-8, VAR-Palmares, Colina, Juventude Operária e Universitária. No começo estranhei um pouco, mas com o passar dos anos, eles fizeram a minha cabeça”.

Detalhe: VAR (Vanguarda ARMADA Revolucionária) – Palmares e Colina são dois grupos guerrilheiros dos quais Dilma Rousseff participou ativamente.

O que acontece no Brasil não é por acaso. A bandidagem que nos afronta e essa proteção dissimulada dos Partidos e da mídia é CONSCIENTE. Tem método nisso! E o método existe justamente para cumprir um plano: o plano de levar a nação à autodestruição, para que, assim, os comunistas possam se apresentar como a solução para o caos social (que eles mesmos criaram) e fundar um novo modelo de sociedade.

A maior chacina da história, na realidade, é a matança de 50 mil brasileiros por ano, que esses psicopatas empregam sem peso nenhum na consciência, além do juramento de morte que eles fizeram à verdade e ao bom senso, tudo isso a fim de conduzir o país rumo ao seu projeto de poder totalitário, que, por sua vez, tem o crime organizado como o navio quebra-gelo da revolução. 

Defendam a Polícia enquanto é tempo, porque, se você acha ruim com ela, espere para ver o caos que será sem ela, no dia em que figuras como Marcelo Freixo e Guilherme Boulos chegarem ao poder e realizarem o seu antigo sonho de acabar com a Polícia Militar.

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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